Ministra Cármen Lúcia durante atividade institucional no Tribunal Superior Eleitoral.
(Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, alertou nesta terça-feira (27) para o aumento da circulação de desinformação com a aproximação das eleições de 2026. Segundo a magistrada, a propagação de conteúdos falsos tem como objetivo gerar descrença no processo democrático e interferir diretamente na liberdade de escolha do eleitor.
A declaração foi feita durante a abertura de um seminário sobre segurança, comunicação e desinformação no processo eleitoral, promovido pela Justiça Eleitoral. No evento, Cármen Lúcia destacou que as tecnologias, por si só, não representam uma ameaça, mas podem causar danos quando utilizadas de forma inadequada.
“Não há dúvida de que as tecnologias podem contaminar eleições ao capturar a vontade livre do eleitor por meio de mentiras amplamente divulgadas”, afirmou.
Em outro momento, a ministra criticou iniciativas que buscam manipular o resultado das urnas por meio da disseminação de dúvidas e informações enganosas. Para ela, esse tipo de prática enfraquece os pilares da democracia.
“A dúvida corrói as bases democráticas de um processo eleitoral”, ressaltou.
Cármen Lúcia também defendeu que o processo eleitoral precisa garantir que cada cidadão possa exercer o voto de forma livre, sem pressões externas ou ataques à sua capacidade de escolha. Apesar do alerta, a ministra pediu serenidade no enfrentamento da desinformação.
“O processo eleitoral deve ser garantido de maneira íntegra e tranquila, sem tumulto e muito menos violência”, enfatizou.
O seminário é voltado a servidores dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que se preparam para o próximo ciclo eleitoral. A ministra permanece na presidência do TSE até agosto, quando o ministro Nunes Marques deve assumir o comando da Corte.
Eleições de 2026
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro, enquanto o segundo turno, se necessário, ocorrerá em 25 de outubro. Os eleitores irão escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
Atualmente, o TSE realiza uma consulta pública sobre as regras eleitorais que irão nortear o pleito. As normas devem ser aprovadas até 5 de março e incluem discussões sobre o combate à desinformação e o uso de tecnologias como Inteligência Artificial durante as campanhas.