Polícia Federal realizou operação contra grupo investigado no setor de combustíveis
(Imagem: Tânia Rêgo Agência Brasil)
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta feira a Operação Sem Refino para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo um grupo econômico do setor de combustíveis. Entre os alvos da ação está o ex governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que foi alvo de mandado de busca e apreensão.
Outro investigado é o empresário Ricardo Magro, proprietário da refinaria Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, que teve prisão preventiva decretada pela Justiça.
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial, evasão de recursos ao exterior e movimentações financeiras consideradas suspeitas.
As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal e fazem parte de um inquérito relacionado à atuação de organizações criminosas e possíveis conexões com agentes públicos.
Operação Sem Refino bloqueia bilhões em ativos
Durante a Operação Sem Refino, agentes cumpriram 17 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.
Também foram determinadas sete medidas de afastamento de função pública.
A Justiça autorizou ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros ligados aos investigados e a suspensão das atividades econômicas das empresas envolvidas na apuração.
Segundo a Polícia Federal, um dos investigados também foi incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para cooperação internacional na localização de foragidos.
A Receita Federal participou da operação prestando apoio técnico às investigações.
De acordo com os investigadores, o grupo utilizaria estruturas empresariais e financeiras para ocultação de patrimônio e movimentação irregular de recursos.
Defesas negam irregularidades
Em nota, a defesa de Cláudio Castro afirmou ter sido surpreendida pela operação e informou que ainda não teve acesso completo aos detalhes da investigação.
Os advogados disseram que o ex governador está à disposição da Justiça e sustentaram que todos os atos praticados durante sua gestão seguiram critérios legais e técnicos.
A defesa também declarou que a gestão estadual realizou cobranças relacionadas a dívidas da Refinaria de Manguinhos e adotou medidas judiciais para garantir o pagamento dos valores devidos ao estado.
Já a Refit afirmou que as discussões tributárias envolvendo a companhia ocorrem nas esferas judicial e administrativa, como acontece com outras empresas do setor.
A empresa negou qualquer prática de fraude fiscal e rejeitou acusações de ligação com organizações criminosas.
Segundo a companhia, laudos técnicos comprovariam a regularidade dos produtos importados investigados nas operações policiais.