Autoridades reforçam vacinação após novos casos da supergripe europeia na Argentina
(Imagem: Canva)
Autoridades de saúde da Argentina confirmaram novos casos da chamada supergripe europeia na província de Mendoza, região localizada próxima ao Brasil. Ao todo, foram registrados 21 casos associados ao vírus H3N2 subclado K, variante que circulou durante o inverno europeu e agora passou a ser monitorada com mais atenção na América do Sul.
Com a chegada das temperaturas mais baixas, o Ministério da Saúde argentino ampliou os protocolos de vigilância epidemiológica e reforçou o alerta para vacinação contra a gripe, além do isolamento de pessoas com sintomas respiratórios.
O monitoramento da supergripe europeia está sendo realizado por meio de testagens em unidades sentinela, incluindo pacientes hospitalizados e atendimentos ambulatoriais.
As autoridades orientam que pessoas com sintomas gripais evitem contato com outras pessoas para reduzir a transmissão do vírus.
Sintomas da supergripe europeia preocupam autoridades
A variante H3N2 costuma provocar sintomas intensos e de início rápido. Entre os principais sinais estão febre alta, dores musculares, fadiga extrema, calafrios e dor de cabeça persistente.
Também são comuns tosse seca, congestão nasal, dor de garganta e sensação prolongada de cansaço, mesmo após o desaparecimento da febre.
Em alguns pacientes, principalmente crianças e idosos, podem surgir sintomas gastrointestinais como náuseas, vômitos e diarreia.
Os grupos considerados de maior risco incluem idosos, gestantes, crianças menores de cinco anos, pessoas com doenças crônicas e profissionais da saúde.
Segundo especialistas, esses públicos devem manter a vacinação atualizada e procurar atendimento médico ao apresentar os primeiros sintomas respiratórios.
Vacinação e prevenção seguem como principais medidas
As autoridades argentinas reforçaram que a vacinação contra a gripe continua sendo uma das principais formas de prevenção contra casos graves da supergripe europeia.
Além da imunização, também são recomendadas medidas como higienização frequente das mãos, uso de etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar e boa ventilação dos ambientes fechados.
Pessoas com sintomas gripais devem evitar aglomerações, permanecer em repouso e só retomar as atividades normais após melhora clínica e pelo menos 24 horas sem febre.
O avanço dos casos em Mendoza aumentou o monitoramento sanitário na região, principalmente devido à circulação mais intensa de vírus respiratórios durante o período de frio.