Hábitos simples podem ajudar a preservar a saúde do cérebro ao longo do envelhecimento.
(Imagem: Canva)
O aumento da expectativa de vida tem levado cada vez mais pessoas a buscar formas de preservar a saúde física e mental ao longo dos anos. Entre os principais objetivos está retardar o envelhecimento do cérebro e manter as capacidades cognitivas ativas por mais tempo.
Especialistas ouvidos pela BBC afirmam que pequenos hábitos do cotidiano podem contribuir diretamente para fortalecer a chamada reserva cognitiva, mecanismo associado à proteção da memória, da atenção e do raciocínio.
Segundo o psicólogo Alan Gow, existem atitudes simples capazes de estimular o cérebro em qualquer fase da vida.
“O cérebro continua respondendo a estímulos e desafios independentemente da idade”, explicou o especialista durante entrevista.
Evitar o uso constante do GPS pode estimular o cérebro
Entre as recomendações para reduzir o envelhecimento do cérebro está diminuir a dependência de aplicativos de navegação.
Estudos apontam que o hipocampo, região cerebral ligada à orientação espacial e à memória, é uma das primeiras áreas afetadas pelo Alzheimer.
Atividades que exigem localização e navegação ajudam a estimular essa parte do cérebro. Por isso, especialistas recomendam práticas como esportes de orientação, jogos de estratégia espacial, montagem de blocos e até trajetos cotidianos feitos sem auxílio do GPS.
O objetivo é incentivar o cérebro a criar caminhos mentais próprios para localização e tomada de decisões.
Vida social ativa ajuda a proteger a memória
Outro hábito considerado importante para combater o envelhecimento do cérebro é manter interações sociais frequentes.
De acordo com a epidemiologista Pamela Almeida Meza, conversas, debates e trocas de ideias ajudam a estimular funções cognitivas importantes.
Além do estímulo intelectual, o convívio social também pode reduzir níveis de estresse, condição associada à morte de neurônios e ao aumento do risco de demência.
Especialistas destacam que encontros presenciais, conversas com amigos e participação em grupos sociais podem trazer benefícios relevantes para a saúde mental.
Aprender coisas novas fortalece a mente
A terceira recomendação envolve o aprendizado contínuo. Segundo pesquisadores, adquirir novos conhecimentos estimula a neuroplasticidade, capacidade do cérebro de criar novas conexões neurais.
Aprender idiomas, tocar instrumentos, desenvolver habilidades manuais ou iniciar novos hobbies são exemplos de atividades que ajudam a fortalecer o cérebro.
Esses estímulos contribuem para manter a mente ativa e podem reduzir os impactos do declínio cognitivo ao longo do envelhecimento.
Especialistas reforçam que o envelhecimento do cérebro faz parte do processo natural da vida, mas hábitos saudáveis podem ajudar a preservar funções mentais por mais tempo e melhorar a qualidade de vida.