Metroviários decidiram cancelar greve após assembleia realizada em São Paulo.
(Imagem: Canva)
Os funcionários do Metrô de São Paulo decidiram cancelar a greve no metrô que poderia afetar milhares de passageiros nesta quarta feira. A definição ocorreu após assembleia realizada pelo sindicato da categoria, que aprovou uma proposta apresentada pelo Tribunal Regional do Trabalho.
Com a decisão, as linhas 1 Azul, 2 Verde, 3 Vermelha e 15 Prata devem funcionar normalmente ao longo do dia, sem alterações na operação.
A votação terminou no fim da noite e mostrou divisão entre os trabalhadores. Segundo o sindicato, 1.500 metroviários votaram contra a paralisação, enquanto 1.294 defenderam a continuidade da greve. Também houve registros de abstenções durante a assembleia.
Apesar do cancelamento da greve no metrô, representantes da categoria afirmaram que as mobilizações continuarão em defesa das reivindicações trabalhistas e contra o processo de privatização do sistema.
Metroviários mantêm cobranças por concursos e contratações
Entre os principais pontos defendidos pelos trabalhadores estão a realização de concursos públicos, contratação de novos funcionários, melhorias no plano de saúde e negociações relacionadas à Participação nos Resultados.
Os metroviários também cobram igualdade salarial e criticam a redução do quadro de funcionários nos últimos anos. Segundo lideranças sindicais, a falta de concursos públicos aumentou a sobrecarga de trabalho nas estações e linhas operadas pelo Metrô paulista.
Após a assembleia, dirigentes sindicais afirmaram que a decisão de não realizar a greve faz parte da estratégia de mobilização da categoria, mas ressaltaram que futuras paralisações não estão descartadas.
Representantes dos trabalhadores também fizeram críticas à direção da companhia e ao governo estadual, alegando dificuldades nas negociações e falta de avanço nas discussões sobre as demandas apresentadas.
Plano emergencial estava preparado para paralisação
Antes da definição da assembleia, autoridades de transporte já discutiam medidas emergenciais para minimizar impactos aos passageiros caso a greve no metrô fosse confirmada.
Entre as alternativas estava a ativação da Operação PAESE, coordenada pela SPTrans. O plano prevê a circulação de ônibus gratuitos para atender usuários afetados por paralisações nos sistemas de trilhos.
Dependendo da dimensão da greve, mais de 300 ônibus poderiam ser utilizados para reforçar o transporte público em trechos do Metrô, CPTM e linhas metropolitanas.
Com o cancelamento da paralisação, o esquema emergencial não precisou ser acionado e a expectativa é de funcionamento normal do sistema.