Setor cerâmico de Campo Largo abastece a maior parte de hotéis e restaurantes no território nacional
(Imagem: Canva)
O município de Campo Largo, situado na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná, recebeu formalmente o título de Capital Nacional da Louça. O reconhecimento institucional foi chancelado por meio da Lei Federal nº 15.453/26, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na edição do Diário Oficial da União na última quinta-feira (2).
O dispositivo legal baseou-se nas diretrizes do Projeto de Lei nº 2896/24, de autoria do deputado federal Paulo Litro (União-PR), que obteve aprovação na Câmara dos Deputados em setembro do ano passado e seguiu para validação do Senado Federal em junho deste ano. O parlamentar destacou que a cidade se consolidou historicamente como o maior e mais relevante ecossistema fabril de louças profissionais voltadas ao mercado brasileiro. Vale lembrar que, no âmbito regional, Campo Largo já detinha o título de Capital da Louça e Porcelana de Mesa e da Cerâmica do Paraná, conferido por legislação estadual em 2010.
Números expressivos consolidam o polo industrial
Dados estatísticos fornecidos pelo Sindicato das Indústrias de Vidros, Cristais, Espelhos, Cerâmica de Louça e Porcelana do Estado do Paraná (Sindilouças) dão a dimensão econômica do município:
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Abastecimento: As indústrias de Campo Largo suprem sozinhas cerca de 75% de toda a demanda nacional por louças profissionais (com foco no setor de hotelaria, bares e restaurantes);
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Produção: O parque industrial local atinge a marca histórica de 36 milhões de peças de porcelana e cerâmica manufaturadas anualmente;
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Empregabilidade: O segmento responde pela manutenção e geração de mais de 3.500 postos de trabalho diretos e indiretos, sustentando a cadeia de renda da região.
A forte tradição cultural e industrial do município com o manejo de argila e minerais reflete-se anualmente em atrações de turismo de negócios, como a tradicional Feira da Louça. O arranjo produtivo local também recebe suporte acadêmico e tecnológico de instituições de ponta, a exemplo do Centro de Ciências e Tecnologias Cerâmicas (Cestec), voltado à pesquisa e qualificação de mão de obra especializada para o setor.