Praticar exercícios no horário correto pode potencializar os resultados de força e resistência do organismo
(Imagem: Canva)
A definição do momento ideal para praticar atividade física pode ser um divisor de águas para quem busca otimizar os resultados, principalmente em treinos de força. Pesquisas recentes na área de medicina esportiva revelam que os exercícios feitos no período da tarde ou no começo da noite se alinham ao momento em que o corpo humano apresenta suas melhores condições fisiológicas para suportar cargas intensas.
De acordo com cientistas, indicadores essenciais como a força muscular, a função cardiovascular e a temperatura do corpo alcançam seus picos naturais no fim da tarde. Essa combinação biológica favorece uma performance superior quando comparada aos treinos feitos no início da manhã. Apesar disso, profissionais de saúde ponderam que estabelecer e manter uma constância nos treinos diários é muito mais crucial para a saúde do que o relógio.
Janela entre 13h e 19h concentra melhores respostas musculares
Especialistas apontam que a janela horária compreendida entre as 13h e as 19h é a mais propícia para a realização de esforços físicos exigentes. Dados de uma meta-análise de 2022 confirmam essa tese:
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A potência muscular global e a impulsão vertical (altura de saltos) registram seus melhores índices dentro desse período.
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A força de preensão manual apresenta desempenho significativamente otimizado após as 14 horas.
Essa oscilação positiva ocorre porque o aumento da temperatura interna do corpo melhora a maleabilidade e eficiência dos músculos. Somado a isso, o sistema cardiovascular trabalha de forma mais fluida nesse horário, fornecendo mais oxigênio e nutrientes para sustentar a velocidade, a força e a resistência. Contudo, os cientistas ressaltam que ainda não há provas definitivas de que treinar à tarde resulte em maior hipertrofia (ganho de massa muscular) a longo prazo em comparação a outros períodos.
Vantagens adicionais: controle do diabetes e alívio do estresse
Os pontos positivos de se exercitar mais tarde vão muito além do desempenho puramente atlético. Pesquisas indicam benefícios expressivos para grupos específicos e para a saúde mental cotidiana:
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Controle glicêmico: Pacientes com diabetes tipo 2 que treinam no fim do dia costumam apresentar uma redução mais expressiva nos níveis de açúcar no sangue do que aqueles que realizam atividades pela manhã.
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Redução do estresse: O treino funciona como uma excelente transição entre a jornada de trabalho e o descanso, promovendo a liberação de endorfinas que combatem as tensões acumuladas ao longo do dia.
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Melhora no VO₂ máximo: Praticantes de modalidades aeróbicas podem observar uma evolução mais acentuada na resistência física e no consumo máximo de oxigênio.
Cuidados com o sono e a importância do descanso muscular
Embora o treino noturno tenha suas vantagens, os médicos fazem um alerta importante: treinos de altíssima intensidade muito próximos do horário de ir para a cama podem prejudicar o sono. A descarga de adrenalina, a elevação da temperatura do corpo e a estimulação geral do sistema nervoso mantêm o cérebro em estado de alerta. A recomendação médica é finalizar os exercícios intensos pelo menos duas horas antes de dormir. Se respeitado esse intervalo, a atividade física passa a atuar como uma aliada do relaxamento muscular e do sono reparador.
Por fim, preparadores físicos relembram que, independentemente do período escolhido para se exercitar, os músculos precisam de descanso para se desenvolverem e evitarem lesões. O recomendado é que os treinos voltados para o fortalecimento de um mesmo grupo muscular ocorram de duas a três vezes por semana, intercalando sempre um dia de repouso absoluto para a recuperação adequada das fibras musculares.