Decisões da Uefa sobre as regras do jogo prometem manter as discussões acaloradas entre os torcedores nos estádios europeus
(Imagem: Canva)
A Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) anunciou oficialmente que não pretende incorporar em seus torneios como a prestigiada Champions League e a Eurocopa as novas diretrizes de arbitragem aplicadas na Copa do Mundo de 2026. A norma em questão foi desenvolvida pela International Football Association Board (Ifab), o órgão regulador das regras do futebol mundial.
Essa medida específica permite que a cabine do VAR interfira no jogo para corrigir cartões amarelos que tenham sido aplicados ao atleta errado. A regra esteve no centro dos debates recentemente, após ser utilizada na partida entre Argentina e Suíça. Na ocasião, a arbitragem de campo retirou o cartão amarelo dado ao argentino Leandro Paredes após o VAR apontar um erro de identificação do infrator lance que, antes da correção, havia culminado na expulsão incorreta do suíço Breel Embolo.
Outro caso similar de aplicação da regra ocorreu logo na rodada de abertura do torneio mundial, quando os árbitros anularam a advertência ao norte-americano Tim Ream e puniram o paraguaio Jorge Almirón após revisarem as imagens da jogada.
Champions League também ficará de fora da "Lei Vini Jr."
Além de rejeitar a revisão de cartões amarelos pelo VAR, a Uefa já havia confirmado que não adotará em seus gramados a polêmica diretriz apelidada nos bastidores de "Lei Vini Jr.". O regulamento prevê a expulsão direta de qualquer atleta que cubra a boca com as mãos durante discussões ou desentendimentos com adversários e árbitros dentro de campo.
O apelido da norma faz referência direta a um caso ocorrido em 2025, durante um confronto da Champions League entre Real Madrid e Benfica:
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O argentino Gianluca Prestianni tapou a boca enquanto discutia com atletas adversários.
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Vinicius Junior e outros atletas relataram que o jogador proferiu insultos racistas direcionados aos brasileiros do elenco espanhol.
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Por estar com a boca coberta, a equipe de transmissão e a arbitragem não conseguiram fazer a leitura labial para comprovar ou refutar a acusação.
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Prestianni negou a ofensa de cunho racista, mas admitiu ter proferido termos homofóbicos, sendo punido pela Uefa com uma suspensão de seis partidas.
Mesmo com o impacto do caso, a confederação europeia optou por não tornar a cobertura da boca uma infração passível de cartão vermelho em suas competições sazonais.