Vacinação contra o HPV é estendida até o fim do ano para garantir a imunização de jovens de até 19 anos
(Imagem: Julia Prado / Agência Saúde DF)
A campanha de vacinação contra o HPV voltada para adolescentes e jovens na faixa etária de 15 a 19 anos foi oficialmente prorrogada e seguirá ativa até o dia 31 de dezembro. O objetivo principal da medida é realizar uma busca ativa e promover o resgate vacinal de pessoas que não receberam a dose na idade recomendada ou que não possuem qualquer registro de imunização em suas carteiras de saúde.
A aplicação da vacina representa a estratégia mais eficaz para evitar a transmissão do papilomavírus humano, sendo recomendada em conjunto com o uso de preservativos para garantir a prevenção de ISTs. Todas as doses do imunizante estão disponíveis para o público elegível de forma gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos postos de atendimento espalhados pela rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
Entenda quem tem direito ao imunizante gratuito no SUS
O Calendário Nacional de Vacinação estabelece que a rotina padrão de imunização contra o vírus deve ocorrer preferencialmente em meninas e meninos com idade entre 9 e 14 anos. Contudo, com a nova prorrogação da estratégia de resgate, o grupo mais velho de 15 a 19 anos ganha uma nova oportunidade de atualizar a proteção vacinal até o encerramento do ano.
Além do público jovem em geral, o SUS disponibiliza a vacina para grupos considerados de maior vulnerabilidade clínica ou sob condições específicas de saúde. Têm direito à imunização permanente:
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Pessoas que vivem com HIV.
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Pacientes transplantados de órgãos ou tecidos.
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Indivíduos em tratamento oncológico ativo.
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Usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) contra o HIV.
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Pacientes diagnosticados com papilomatose respiratória recorrente.
A comprovação e consulta sobre a situação vacinal individual podem ser realizadas de forma prática através do aplicativo Meu SUS Digital.
O que é o HPV e quais os riscos associados ao vírus
O papilomavírus humano é uma das infecções sexualmente transmissíveis de maior incidência em todo o mundo, afetando diretamente a pele e as mucosas do corpo humano. A comunidade científica já catalogou mais de 200 variações distintas desse vírus. Enquanto algumas cepas virais provocam apenas o surgimento de verrugas na região anogenital, outros tipos de alto risco estão diretamente associados ao desenvolvimento de tumores malignos graves.
A presença do vírus no organismo pode desencadear o aparecimento de câncer no colo do útero, no ânus, no pênis, na boca e na garganta. Os especialistas reforçam que qualquer suspeita de infecção exige o acolhimento e diagnóstico de um profissional de saúde qualificado para traçar a melhor conduta terapêutica. Todo o tratamento para as lesões decorrentes do vírus também é disponibilizado de forma integral pelo SUS.