Treinador italiano pediu serenidade para administrar o resultado e prometeu foco na evolução do futebol da Seleção
(Imagem: Foto: Rafael Ribeiro / CBF)
O técnico Carlo Ancelotti não escondeu o abatimento após a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026. O adeus precoce ao torneio ocorreu no último domingo (5), após a derrota de virada por 2 a 1 para a Noruega, em duelo válido pelas oitavas de final no Estádio de Nova York/Nova Jersey. Apesar da frustração geral, o comandante italiano usou a entrevista coletiva pós-jogo para blindar o elenco e sinalizar que o revés deve ser encarado como o ponto de partida para uma reestruturação.
O treinador pontuou que o futebol apresentado até o momento do mata-mata indicava uma trajetória sólida, o que tornou a queda ainda mais dolorosa para a comissão técnica e os atletas.
“É óbvio que estamos todos profundamente tristes, porque o time até agora tinha feito não uma Copa espetacular, mas uma boa Copa. Acho que no jogo de hoje a gente também poderia merecer ganhar o jogo. Quando acontece um momento assim, você tem que pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura. Acredito que essa derrota não é um fim, é um princípio de um novo ciclo", ponderou Ancelotti.
Planejamento e foco no horizonte pós-Mundial
Com o encerramento abrupto do sonho do hexacampeonato nos Estados Unidos, a meta da comissão técnica agora se volta para o gerenciamento de crise e o mapeamento de atletas para as próximas competições do calendário internacional. Ancelotti enfatizou que sua permanência no comando técnico está mantida e que o foco será renovar as dinâmicas do futebol nacional.
O comandante concluiu reforçando sua experiência em lidar com a volatilidade do esporte: “Vamos seguir trabalhando para a Seleção, tentando melhorar e buscar novas ideias. O mesmo que fizemos esse ano. Acho que o trabalho foi bom, o futebol é assim, às vezes tem que administrar a tristeza de uma derrota. Estou acostumado a isso. Vamos administrar essa derrota com um novo impulso ao trabalho e na avaliação dos jogadores.”