Senador Magno Malta comentou possível delação envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
(Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom Agência Brasil)
O senador Magno Malta, do PL do Espírito Santo, criticou a possibilidade de um acordo de delação envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e levantou questionamentos sobre a condução do caso por instituições do sistema de Justiça.
Durante declarações públicas, o parlamentar afirmou que uma colaboração premiada perde credibilidade caso não inclua todos os envolvidos no suposto esquema investigado.
“Se ele vai poupar ministro do Supremo, isso não é delação. É uma meia delação”, declarou o senador.
Senador questiona validade do acordo
Segundo Magno Malta, uma delação deve partir da admissão de crimes pelo próprio investigado e contribuir para esclarecer a participação de outras pessoas eventualmente envolvidas.
Na avaliação do senador, se houver seleção de nomes ou proteção a determinadas autoridades, o acordo perderia o sentido.
“Se escolher quem vai citar e quem vai poupar, já não tem sentido nem validade”, afirmou.
O parlamentar também disse esperar que, caso a colaboração seja formalizada, ela alcance diferentes esferas de poder.
Questionamentos sobre instituições
Durante as críticas, o senador colocou em dúvida a confiança nas instituições responsáveis pela análise de possíveis acordos de colaboração.
Ele mencionou diretamente o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República, responsáveis por conduções jurídicas em processos que envolvem autoridades com foro privilegiado.
“É confiável o PGR? É confiável o Supremo para essa delação?”, questionou.
Condições de custódia também foram mencionadas
Magno Malta também comentou informações sobre a situação de custódia de Daniel Vorcaro, afirmando que o investigado estaria sob vigilância constante.
Segundo o senador, o cenário indicaria a gravidade das investigações e a pressão existente em torno de uma possível colaboração premiada.
O caso ocorre em meio a um ambiente político sensível, marcado por investigações que podem ter impacto tanto no meio político quanto no sistema financeiro.