O Centro Cultural Municipal Parque Glória Maria recebe a 18ª edição da Flist com programação multicultural gratuita.
(Imagem: gerado por IA)
As ladeiras históricas de Santa Teresa voltam a ser o cenário de um dos encontros mais vibrantes da agenda cultural carioca neste fim de semana.
Neste sábado (16) e domingo (17), a 18ª edição da Festa Literária de Santa Teresa (Flist) ocupa o Centro Cultural Municipal Parque Glória Maria com uma programação totalmente gratuita que deve atrair mais de 18 mil pessoas.
O evento não é apenas uma feira de livros; é um movimento que oxigena a economia local e celebra a potência criativa do Rio de Janeiro, unindo gerações em torno da arte.
O que muda na prática com a chegada da Flist
A Flist se consolidou como um ponto de encontro essencial para a formação de leitores. Este ano, o festival presta homenagens a trajetórias que atravessam décadas, como as de João Bosco, Marcelo Rubens Paiva e Roseana Murray.
A escolha desses nomes reflete o compromisso da curadoria com a diversidade narrativa. Segundo a escritora Ninfa Parreiras, celebrar esses artistas é uma forma de reafirmar o papel da literatura como ferramenta crítica e social.
Na prática, isso se traduz em uma ocupação intensa de espaços como o Teatro Ruth de Souza e o Túnel Literário, onde o público pode interagir diretamente com mais de 100 artistas convidados em um ambiente de proximidade raramente visto em grandes feiras.
Como a programação afeta a cena cultural e urbana
Para quem busca variedade, o roteiro é vasto e inclusivo. A programação integra desde debates sobre gênero e raça até apresentações de rap da Baixada Fluminense com Eddi MC, além do já tradicional Slam do Estudante.
Um dos pontos altos desta edição é a forte presença indígena. Com oficinas de grafismo, rodas de maracá e contações de histórias, o evento conecta a ancestralidade de povos como os Akroá e Tupinambá ao pulsar da cultura urbana contemporânea.
Além das mesas de discussão, a estrutura conta com livrarias, pontos em braile e áreas dedicadas à gastronomia e artesanato, garantindo que a experiência seja completa e acessível para famílias e turistas que visitam o bairro.
Por que este evento importa para o Rio agora
Organizada pelo Centro Educacional Anísio Teixeira (Ceat), a festa vai muito além do entretenimento. Ela funciona como um motor de economia criativa para Santa Teresa, movimentando o comércio e reforçando a identidade cultural da região.
Em um momento em que os espaços públicos buscam reafirmar sua importância como locais de convivência segura e enriquecedora, a Flist transforma o Parque Glória Maria em um território de descobertas e cidadania.
O impacto do evento costuma deixar um legado de estímulo à leitura que reverbera nas escolas da rede pública e privada durante todo o ano, provando que a literatura, quando democratizada, torna-se um elo potente de transformação social viva.