PGR se manifestou favorável ao pedido de cirurgia no ombro de Jair Bolsonaro.
(Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Alexandre de Moraes autorizou visitas de Carlos e Jair Renan a Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, mantendo restrições para Flávio Bolsonaro.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tomou uma nova decisão relacionada às regras de restrição do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar na capital federal. A partir do despacho assinado pelo magistrado, os filhos Carlos Bolsonaro e Jair Renan receberam permissão para visitar o pai em Brasília. A medida entra em vigor após o encerramento do período de suspensão temporária de visitas, que havia sido imposto anteriormente em decorrência do descumprimento de medidas cautelares determinadas pela Suprema Corte.
A liberação, no entanto, não se aplica de forma irrestrita a todos os membros da família. O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, permanece proibido de realizar visitas na residência do pai até a conclusão do primeiro turno das eleições. A determinação busca manter a neutralidade e evitar que a rotina na residência interfira diretamente na dinâmica da disputa eleitoral em andamento.
Regras de segurança e pedidos de acompanhamento no STF
Ao fundamentar a decisão, a Justiça enfatizou que todos os encontros familiares deverão respeitar integralmente os protocolos de segurança já estabelecidos em despachos anteriores. O ministro ressaltou que as visitas possuem caráter estritamente pessoal e familiar, sendo expressamente vedada qualquer conduta de cunho político-eleitoral. Ficou proibida a gravação, produção ou veiculação de manifestos e conteúdos de propaganda partidária durante a permanência dos visitantes no local.
Paralelamente às decisões sobre as visitas dos filhos, a direção do Partido Liberal formalizou uma nova petição junto ao Supremo Tribunal Federal. O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, solicitou permissão para que pessoas adicionais possam auxiliar no acompanhamento e nos cuidados diários com o ex-presidente. Atualmente, esse suporte é realizado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
A justificativa apresentada pelo partido aponta a necessidade de liberar a agenda de Michelle para o cumprimento de compromissos partidários e eventos pelo país. Como a ex-primeira-dama concorre ao Senado pelo Distrito Federal e participa ativamente de ações de campanha, a sigla argumenta que a autorização de novos cuidadores permitirá a manutenção da assistência necessária sem comprometer a agenda política da pré-candidata.
Para acompanhar as diretrizes oficiais e o calendário do pleito, é possível consultar o portal do Tribunal Superior Eleitoral.