Senador Flávio Bolsonaro durante pronunciamento na Tribuna do Senado Federal
(Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)
Durante sua participação na série de entrevistas do Jornal Nacional na noite desta sexta-feira (28), o candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, assegurou que não realizará ajustes nas contas públicas às custas dos trabalhadores de menor renda e dos aposentados. "Não farei economia com quem ganha salário mínimo, não farei economia com aposentados", garantiu o senador ao ser questionado sobre a sustentabilidade das contas da Previdência.
A declaração ocorreu em resposta aos questionamentos da bancada sobre contradições entre a postura do candidato e as posições de articuladores de sua campanha. Enquanto a coordenação econômica do plano de governo e lideranças da candidatura já acenaram publicamente para a necessidade de revisar a vinculação dos benefícios previdenciários à correção do piso nacional, Flávio reafirmou o compromisso de manter a política de ganhos reais e a preservação dos pisos constitucionais.
Atualmente, cerca de 70% dos pagamentos realizados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm como referência o piso nacional de um salário mínimo.
Propostas de ajuste fiscal e metas de governo
Para compensar a manutenção dos gastos sociais sem comprometer o equilíbrio das contas públicas, o postulante apresentou um conjunto de medidas focadas no enxugamento da máquina administrativa federal e no controle de desperdícios:
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Redução da estrutura pública: Corte direto no número de ministérios e eliminação expressiva de cargos comissionados no Poder Executivo.
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Desregulamentação: Revogação imediata de mais de mil atos normativos e decretos de burocratização nas primeiras semanas de mandato.
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Monitoramento de gastos: Criação de um centro de dados focado em auditoria contínua e combate a fraudes no INSS, inspirado em modelos de gestão de Singapura e da Coreia do Sul.
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Política monetária: Aposta na queda expressiva da taxa Selic como mecanismo para liberar cerca de R$ 90 bilhões no orçamento a cada ponto percentual de redução nos juros.
A série de sabatinas do Jornal Nacional integra a cobertura do processo eleitoral para o primeiro turno das eleições gerais de 2026, agendado para o dia 4 de outubro.