0:00 Ouça a Rádio
Qua, 15 de Julho
Disputa

Gleisi deixa articulação do governo para disputar Senado em 2026

30 mar 2026 - 20h41 Alexsander Arcelino
Gleisi Hoffmann em evento oficial no Palácio do Planalto em Brasília. Gleisi Hoffmann durante agenda oficial no Palácio do Planalto. (Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom Agência Brasil)

A ministra Gleisi Hoffmann anunciou que deixará a Secretaria de Relações Institucionais do governo federal para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. A saída está prevista para 31 de março e foi confirmada após uma despedida da ministra com jornalistas no Palácio do Planalto.

Com a saída da ministra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou consultas dentro do Partido dos Trabalhadores para escolher quem assumirá a pasta responsável pela articulação política entre o Executivo e o Congresso Nacional.

A Secretaria de Relações Institucionais é considerada uma das áreas mais estratégicas do governo, pois atua diretamente na negociação de projetos e na construção da base de apoio parlamentar.

Lula avalia nomes do PT para assumir a pasta

A definição do substituto de Gleisi Hoffmann ainda não foi anunciada oficialmente. No entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já indicou que pretende escolher um nome do próprio Partido dos Trabalhadores para manter a condução política da pasta.

Entre os nomes citados nos bastidores estão o ministro da Educação, Camilo Santana, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e o líder do governo no Congresso, José Guimarães.

A escolha deve levar em conta a capacidade de diálogo com diferentes partidos e grupos políticos, incluindo parlamentares do chamado Centrão, considerados fundamentais para a aprovação de projetos no Legislativo.

Caso não haja definição imediata, o governo pode optar por uma solução temporária com a nomeação de um ministro interino até a escolha definitiva do novo titular.

Possibilidade de comando interino

Se o anúncio do novo ministro demorar, a tendência é que o cargo seja ocupado temporariamente por Marcelo Almeida Cunha Costa, atual número dois da Secretaria de Relações Institucionais.

Diplomata de carreira, ele atua como secretário executivo da pasta e poderia assumir interinamente enquanto o presidente avalia o cenário político e define o nome definitivo para o cargo.

A decisão ocorre em um momento importante para o governo, próximo ao prazo de desincompatibilização para as eleições de 2026.

Despedida e balanço da gestão

Durante sua despedida, Gleisi Hoffmann afirmou que buscou manter uma relação transparente com a imprensa e destacou algumas ações realizadas durante sua passagem pela secretaria.

Entre os pontos citados pela ministra estão iniciativas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, com cooperação entre ministérios, Poder Judiciário e forças de segurança.

Ela também mencionou o trabalho de articulação política necessário para definir prioridades legislativas e garantir o avanço de pautas consideradas importantes pelo governo federal.

Pasta é estratégica para relação com o Congresso

A Secretaria de Relações Institucionais tem papel central na relação entre o Executivo e o Legislativo. O ministério atua como ponte entre o governo e o Congresso Nacional, buscando construir maiorias parlamentares e viabilizar a tramitação de projetos.

A saída de Gleisi Hoffmann ocorre em meio a discussões internas sobre a melhor estratégia política para manter a base aliada unida e ampliar o diálogo com diferentes grupos no Parlamento.

A expectativa é que o nome escolhido pelo presidente tenha capacidade de diálogo tanto com partidos de esquerda quanto com legendas de centro, fortalecendo a governabilidade nos próximos anos.

Mais notícias
OAB pede que Alexandre de Moraes garanta contato de Flávio com Jair Bolsonaro como advogado
Polêmico OAB pede que Alexandre de Moraes garanta contato de Flávio com Jair Bolsonaro como advogado
Eleições 2026: saiba quais são as datas e regras para registrar candidaturas
Estratégico Eleições 2026: saiba quais são as datas e regras para registrar candidaturas
Senado pauta PEC dos agentes de saúde e acende alerta de R$ 30 bilhões nas contas públicas
PEC dos agentes de saúde Senado pauta PEC dos agentes de saúde e acende alerta de R$ 30 bilhões nas contas públicas
Entenda os argumentos de Alexandre de Moraes ao proibir visitas de Flávio a Jair Bolsonaro
STF Entenda os argumentos de Alexandre de Moraes ao proibir visitas de Flávio a Jair Bolsonaro
Oposição reage e classifica como autoritária suspensão de visitas a Bolsonaro
Polêmico Oposição reage e classifica como autoritária suspensão de visitas a Bolsonaro
Lula entra na campanha pelo fim da escala 6x1 e cobra votação da PEC no Senado
Direitos Lula entra na campanha pelo fim da escala 6x1 e cobra votação da PEC no Senado
Congresso entra na última semana antes do recesso sem votar PEC 6x1 e PL da Misoginia
Votação Congresso entra na última semana antes do recesso sem votar PEC 6x1 e PL da Misoginia
Alexandre de Moraes suspende visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias
Polêmico Alexandre de Moraes suspende visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias
Flávio Dino dá prazo de 10 dias para que Hugo Motta envie documentos sobre emendas sob suspeita
Polêmico Flávio Dino dá prazo de 10 dias para que Hugo Motta envie documentos sobre emendas sob suspeita
STF bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por suposto controle ilegal de emendas
Justiça STF bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por suposto controle ilegal de emendas
Mais Lidas
Fora da Copa e preterido na Europa, João Gomes desabafa: "Deus tem o melhor"
Convocação Fora da Copa e preterido na Europa, João Gomes desabafa: "Deus tem o melhor"
Dataprev abre concurso público com salários de até R$ 10,6 mil e inscrições na FGV
Empregos Dataprev abre concurso público com salários de até R$ 10,6 mil e inscrições na FGV
Mega Sena acumula e próximo concurso pode pagar prêmio de R$ 25 milhões
Loterias Mega Sena acumula e próximo concurso pode pagar prêmio de R$ 25 milhões
PF aponta que Valdemar Costa Neto atuava como "líder" na Câmara sem ter mandato
Emendas PF aponta que Valdemar Costa Neto atuava como "líder" na Câmara sem ter mandato