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Eleitoral

Alckmin deixará ministério para cumprir regra eleitoral e disputar eleição

28 mar 2026 - 20h00 Alexsander Arcelino
Geraldo Alckmin durante entrevista. Vice-presidente Geraldo Alckmin defende envio do acordo Mercosul–União Europeia ao Congresso Nacional. (Imagem: © Cadu Gomes / VPR)

O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no início de abril para cumprir a legislação eleitoral e poder disputar as eleições deste ano. A saída da pasta deve ocorrer no dia 2 de abril.

Apesar de deixar o ministério, Geraldo Alckmin continuará exercendo normalmente a função de vice-presidente da República até o final do mandato. A legislação eleitoral não exige afastamento desse cargo para participação no processo eleitoral, mas determina a desincompatibilização de ministros que pretendem disputar cargos públicos.

A declaração foi feita durante um evento da Confederação Nacional da Indústria realizado em São Paulo, onde o vice-presidente comentou o prazo previsto pela legislação.

Segundo ele, o limite legal para a saída do cargo seria no início de abril. No entanto, a data deve ser antecipada devido ao feriado da Semana Santa.

Saída segue exigência da legislação eleitoral

Durante o evento, Geraldo Alckmin explicou que a decisão está diretamente relacionada às regras da legislação eleitoral brasileira. Para disputar qualquer cargo nas eleições, ministros precisam deixar suas funções dentro do prazo estabelecido pela lei.

Ele afirmou que, embora a vice-presidência não exija desincompatibilização, o cargo ministerial exige o afastamento para garantir igualdade de condições entre os candidatos.

Ao comentar o calendário, Alckmin explicou que o prazo legal seria 4 de abril, mas a proximidade com a Sexta Feira Santa deve antecipar a saída para o dia 2.

Questionado sobre qual cargo pretende disputar, o vice-presidente evitou dar detalhes e afirmou que a definição dependerá de decisões políticas dentro da base aliada.

Simone Tebet será candidata ao Senado por São Paulo

Na noite da mesma sexta-feira, Geraldo Alckmin participou de um evento político em São Paulo que marcou a filiação de Simone Tebet ao Partido Socialista Brasileiro.

Durante a cerimônia, realizada na Assembleia Legislativa paulista, foi confirmada a intenção de Simone Tebet disputar uma vaga no Senado representando o estado de São Paulo nas eleições deste ano.

No discurso, Alckmin destacou a importância da disputa eleitoral e afirmou que o processo representará uma escolha entre diferentes projetos políticos para o país.

Futuro político ainda não está definido

Apesar da confirmação de que deixará o ministério, o futuro político de Geraldo Alckmin ainda não está totalmente definido.

Uma das possibilidades discutidas nos bastidores é a permanência dele como candidato a vice-presidente na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma eventual tentativa de reeleição.

Outra alternativa mencionada em discussões políticas seria uma candidatura ao Senado por São Paulo, em uma composição ligada à campanha do ex-prefeito Fernando Haddad no estado.

Dirigentes do Partido Socialista Brasileiro, no entanto, evitam comentar publicamente as negociações. Internamente, integrantes da legenda afirmam que o partido defende a manutenção de Alckmin na vice-presidência como parte central da aliança política com o governo.

Segundo interlocutores da sigla, a possibilidade de o vice-presidente disputar outro cargo dependerá das articulações partidárias e das decisões tomadas pelo presidente Lula e pelos partidos aliados nas próximas semanas.

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