Presidente Lula durante discurso em evento internacional realizado no Brasil.
(Imagem: Ricardo Stuckert / PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas à atuação do Conselho de Segurança da ONU e cobrou uma participação mais ativa do órgão na resolução de conflitos internacionais.
A declaração foi feita neste domingo durante a COP-15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, encontro internacional que reúne representantes de diversos países para discutir políticas ambientais.
Durante o discurso, o presidente afirmou que o cenário global atual é marcado por episódios de violência e desrespeito à soberania de diferentes nações.
Lula aponta omissão do Conselho de Segurança
Ao comentar o papel histórico da Organização das Nações Unidas, Lula reconheceu contribuições importantes do organismo ao longo das últimas décadas.
Entre os avanços citados estão os processos de descolonização, a proibição de armas químicas e biológicas, a proteção dos direitos humanos e ações humanitárias voltadas a refugiados e imigrantes.
Apesar disso, o presidente avaliou que o Conselho de Segurança tem falhado na mediação de crises internacionais.
Segundo ele, a falta de uma atuação mais firme contribui para o aumento da instabilidade global.
Defesa de regras internacionais e cooperação entre países
Durante o discurso, Lula também alertou para o que considera um enfraquecimento das regras que regem as relações internacionais.
Para o presidente, um cenário sem normas claras pode aumentar a insegurança entre as nações.
Ele defendeu que os países reforcem a cooperação internacional e invistam em soluções conjuntas para os desafios globais, em vez de decisões isoladas.
Evento reúne líderes internacionais no Brasil
As declarações ocorreram durante a sessão de alto nível da conferência realizada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
O encontro reúne representantes de mais de uma centena de países e também conta com a participação do presidente do Paraguai, Santiago Peña.
A iniciativa faz parte da Convenção de Bonn, acordo internacional voltado à conservação de espécies migratórias de animais selvagens, que conta ainda com a participação da União Europeia.