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Economia

Ministério da Fazenda corta estimativa de crescimento do PIB para 2,3% em 2026 e prevê queda na inflação para 3,6%

06 fev 2026 - 14h18 Joice Gomes   atualizado às 14h19
Ministério da Fazenda corta estimativa de crescimento do PIB para 2,3% em 2026 e prevê queda na inflação para 3,6% Ministério da Fazenda reduz projeção do PIB para 2,3% em 2026 devido a menor ritmo na agropecuária. (Imagem: gerado por IA)

O Ministério da Fazenda ajustou para baixo sua projeção de crescimento econômico para este ano. A nova estimativa do PIB é de 2,3%, ante 2,4% prevista anteriormente.

A revisão consta do Boletim Macrofiscal, divulgado nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Política Econômica (SPE). O documento aponta estabilidade no ritmo de expansão da economia brasileira.

Para o IPCA, índice oficial de inflação, a expectativa é de 3,6% em 2026, sinalizando continuidade da desinflação. Isso pode pavimentar reduções na taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano.

Desaceleração na agropecuária impulsiona corte no PIB

A queda na estimativa do PIB reflete principalmente o menor desempenho esperado do setor agropecuário. Após a safra recorde de 2025, há uma desaceleração acentuada na atividade rural.

Esse impacto é compensado por maior expansão na indústria e nos serviços. A indústria deve crescer 2,3%, com recuperação na produção extrativa, transformação e construção civil.

Os serviços, por sua vez, têm projeção de alta de 2,4%, puxados por aumento de renda, crédito e mercado de trabalho resiliente. A absorção doméstica deve acelerar, apesar de exportações menores em cenário global restritivo.

  • Agropecuária: Desaceleração pós-safra recorde de 2025.
  • Indústria: Crescimento de 2,3%, com incentivos e crédito.
  • Serviços: Expansão de 2,4%, beneficiados por renda e emprego.

Inflação em trajetória de queda favorece juros menores

A projeção de inflação em 3,6% para 2026 considera excesso de oferta global de bens e combustíveis. Efeitos defasados do dólar mais fraco e da política monetária também ajudam.

Pressões moderadas nos preços de alimentos são esperadas, mas o quadro geral aponta desinflação. Em 2025, o IPCA acumulou 4,26%.

O Banco Central elevou a Selic para 15%, maior nível desde 2006, para conter a inflação dentro da meta de 3%. O Copom sinaliza possível início de cortes em março, se o cenário se mantiver favorável.

Riscos globais preocupam cenário econômico

O Boletim destaca riscos como tensões geopolíticas e desaceleração na China. Instabilidade na Venezuela e fricções entre EUA e Europa sobre a Groenlândia podem aumentar volatilidade financeira.

No front fiscal, há menções a superávit primário de 0,25% do PIB em 2026. O mercado financeiro, via Boletim Focus, projeta IPCA em torno de 4% para o ano, mas em queda gradual.

Essas projeções reforçam a necessidade de vigilância. Políticas fiscais e monetárias equilibradas serão chave para sustentar o crescimento estável.

O PIB de 2,3% representa equilíbrio entre setores internos fortes e desafios externos. Analistas veem otimismo na desinflação, que abre espaço para investimentos e consumo.

Com a Selic em patamares elevados, a expectativa de redução gradual alivia o custo do crédito. Famílias e empresas aguardam alívio para impulsionar a demanda interna.

O setor industrial ganha fôlego com programas de incentivo governamental. Construção civil, em particular, deve se beneficiar de maior oferta de financiamentos.

Serviços, pilar da economia brasileira, contam com desemprego baixo e salários em alta. Isso sustenta o consumo, principal motor do PIB nos últimos anos.

Na agropecuária, o ciclo pós-safra recorde é natural, mas exige diversificação. Exportações para a China, principal parceiro, enfrentam ventos contrários com a economia chinesa mais lenta.

A inflação controlada reforça credibilidade do Brasil no exterior. Investidores estrangeiros monitoram o cumprimento da meta para injetar capitais.

Fiscalmente, o superávit primário projetado sinaliza disciplina. Redução contínua do déficit desde 2024 anima mercados e agências de rating.

Riscos geopolíticos, como na Venezuela, impactam commodities. O Brasil, exportador de soja e carne, sente oscilações em preços internacionais.

Fruições EUA-Europa por territórios como Groenlândia elevam incertezas comerciais. Isso pode frear o comércio global, afetando o PIB brasileiro indiretamente.

O Boletim Macrofiscal serve como bússola para 2026. Com PIB estável em 2,3% e inflação em 3,6%, o ano promete equilíbrio, desde que riscos sejam mitigados.

Economistas destacam resiliência da economia nacional. Reformas estruturais e controle fiscal pavimentam caminho para crescimento sustentável além de 2026.

Para o cidadão comum, isso significa juros menores no futuro próximo. Crédito mais barato estimula compra de imóveis, carros e bens duráveis.

Empresas planejam expansões com base nessas projeções. Setores como tecnologia e energia renovável veem oportunidades em um ambiente de estabilidade.

O Ministério da Fazenda reitera compromisso com transparência. Atualizações bimestrais do Boletim ajudam a calibrar expectativas do mercado.

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