0:00 Ouça a Rádio
Qua, 15 de Julho
Economia

Ministério da Fazenda corta estimativa de crescimento do PIB para 2,3% em 2026 e prevê queda na inflação para 3,6%

06 fev 2026 - 14h18 Joice Gomes   atualizado às 14h19
Ministério da Fazenda corta estimativa de crescimento do PIB para 2,3% em 2026 e prevê queda na inflação para 3,6% Ministério da Fazenda reduz projeção do PIB para 2,3% em 2026 devido a menor ritmo na agropecuária. (Imagem: gerado por IA)

O Ministério da Fazenda ajustou para baixo sua projeção de crescimento econômico para este ano. A nova estimativa do PIB é de 2,3%, ante 2,4% prevista anteriormente.

A revisão consta do Boletim Macrofiscal, divulgado nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Política Econômica (SPE). O documento aponta estabilidade no ritmo de expansão da economia brasileira.

Para o IPCA, índice oficial de inflação, a expectativa é de 3,6% em 2026, sinalizando continuidade da desinflação. Isso pode pavimentar reduções na taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano.

Desaceleração na agropecuária impulsiona corte no PIB

A queda na estimativa do PIB reflete principalmente o menor desempenho esperado do setor agropecuário. Após a safra recorde de 2025, há uma desaceleração acentuada na atividade rural.

Esse impacto é compensado por maior expansão na indústria e nos serviços. A indústria deve crescer 2,3%, com recuperação na produção extrativa, transformação e construção civil.

Os serviços, por sua vez, têm projeção de alta de 2,4%, puxados por aumento de renda, crédito e mercado de trabalho resiliente. A absorção doméstica deve acelerar, apesar de exportações menores em cenário global restritivo.

  • Agropecuária: Desaceleração pós-safra recorde de 2025.
  • Indústria: Crescimento de 2,3%, com incentivos e crédito.
  • Serviços: Expansão de 2,4%, beneficiados por renda e emprego.

Inflação em trajetória de queda favorece juros menores

A projeção de inflação em 3,6% para 2026 considera excesso de oferta global de bens e combustíveis. Efeitos defasados do dólar mais fraco e da política monetária também ajudam.

Pressões moderadas nos preços de alimentos são esperadas, mas o quadro geral aponta desinflação. Em 2025, o IPCA acumulou 4,26%.

O Banco Central elevou a Selic para 15%, maior nível desde 2006, para conter a inflação dentro da meta de 3%. O Copom sinaliza possível início de cortes em março, se o cenário se mantiver favorável.

Riscos globais preocupam cenário econômico

O Boletim destaca riscos como tensões geopolíticas e desaceleração na China. Instabilidade na Venezuela e fricções entre EUA e Europa sobre a Groenlândia podem aumentar volatilidade financeira.

No front fiscal, há menções a superávit primário de 0,25% do PIB em 2026. O mercado financeiro, via Boletim Focus, projeta IPCA em torno de 4% para o ano, mas em queda gradual.

Essas projeções reforçam a necessidade de vigilância. Políticas fiscais e monetárias equilibradas serão chave para sustentar o crescimento estável.

O PIB de 2,3% representa equilíbrio entre setores internos fortes e desafios externos. Analistas veem otimismo na desinflação, que abre espaço para investimentos e consumo.

Com a Selic em patamares elevados, a expectativa de redução gradual alivia o custo do crédito. Famílias e empresas aguardam alívio para impulsionar a demanda interna.

O setor industrial ganha fôlego com programas de incentivo governamental. Construção civil, em particular, deve se beneficiar de maior oferta de financiamentos.

Serviços, pilar da economia brasileira, contam com desemprego baixo e salários em alta. Isso sustenta o consumo, principal motor do PIB nos últimos anos.

Na agropecuária, o ciclo pós-safra recorde é natural, mas exige diversificação. Exportações para a China, principal parceiro, enfrentam ventos contrários com a economia chinesa mais lenta.

A inflação controlada reforça credibilidade do Brasil no exterior. Investidores estrangeiros monitoram o cumprimento da meta para injetar capitais.

Fiscalmente, o superávit primário projetado sinaliza disciplina. Redução contínua do déficit desde 2024 anima mercados e agências de rating.

Riscos geopolíticos, como na Venezuela, impactam commodities. O Brasil, exportador de soja e carne, sente oscilações em preços internacionais.

Fruições EUA-Europa por territórios como Groenlândia elevam incertezas comerciais. Isso pode frear o comércio global, afetando o PIB brasileiro indiretamente.

O Boletim Macrofiscal serve como bússola para 2026. Com PIB estável em 2,3% e inflação em 3,6%, o ano promete equilíbrio, desde que riscos sejam mitigados.

Economistas destacam resiliência da economia nacional. Reformas estruturais e controle fiscal pavimentam caminho para crescimento sustentável além de 2026.

Para o cidadão comum, isso significa juros menores no futuro próximo. Crédito mais barato estimula compra de imóveis, carros e bens duráveis.

Empresas planejam expansões com base nessas projeções. Setores como tecnologia e energia renovável veem oportunidades em um ambiente de estabilidade.

O Ministério da Fazenda reitera compromisso com transparência. Atualizações bimestrais do Boletim ajudam a calibrar expectativas do mercado.

Mais notícias
CNPE eleva temporariamente mistura de etanol na gasolina para 32%
Energia CNPE eleva temporariamente mistura de etanol na gasolina para 32%
Senado aprova MP que endurece fiscalização do frete mínimo rodoviário
Transportes Senado aprova MP que endurece fiscalização do frete mínimo rodoviário
Banco Central mantém regras de limites do Pix no período noturno e aos fins de semana
Utilidade Banco Central mantém regras de limites do Pix no período noturno e aos fins de semana
Transnordestina em Pernambuco: Estudo enviado ao TCU revela impacto bilionário e projeta 22 mil empregos
Transnordestina Transnordestina em Pernambuco: Estudo enviado ao TCU revela impacto bilionário e projeta 22 mil empregos
ANP lança aplicativo que permite conferir qualidade e denunciar irregularidades em postos
Estratégico ANP lança aplicativo que permite conferir qualidade e denunciar irregularidades em postos
El Niño deve encarecer conta de luz no Brasil e afetar até beneficiários da Tarifa Social
Clima El Niño deve encarecer conta de luz no Brasil e afetar até beneficiários da Tarifa Social
Infraestrutura e edifícios concentram 76,5% do valor da construção civil, diz IBGE
Mercado Infraestrutura e edifícios concentram 76,5% do valor da construção civil, diz IBGE
IPVA, IPTU e ITR: dívidas públicas comuns podem sumir do CPF por nova regra do CNJ
Direitos IPVA, IPTU e ITR: dívidas públicas comuns podem sumir do CPF por nova regra do CNJ
Governo publica portarias que impõem restrições severas à publicidade de 'bets'
Regulação Governo publica portarias que impõem restrições severas à publicidade de 'bets'
Espírito Santo estuda zerar IPVA para carros elétricos e facilita recarga em prédios
Mobilidade Espírito Santo estuda zerar IPVA para carros elétricos e facilita recarga em prédios
Mais Lidas
Fora da Copa e preterido na Europa, João Gomes desabafa: "Deus tem o melhor"
Convocação Fora da Copa e preterido na Europa, João Gomes desabafa: "Deus tem o melhor"
Dataprev abre concurso público com salários de até R$ 10,6 mil e inscrições na FGV
Empregos Dataprev abre concurso público com salários de até R$ 10,6 mil e inscrições na FGV
Mega Sena acumula e próximo concurso pode pagar prêmio de R$ 25 milhões
Loterias Mega Sena acumula e próximo concurso pode pagar prêmio de R$ 25 milhões
PF aponta que Valdemar Costa Neto atuava como "líder" na Câmara sem ter mandato
Emendas PF aponta que Valdemar Costa Neto atuava como "líder" na Câmara sem ter mandato