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Portos do Brasil atingem recorde histórico com 1,4 bilhão de toneladas de cargas em 2025

11 fev 2026 - 09h10 Joice Gomes
Portos do Brasil atingem recorde histórico com 1,4 bilhão de toneladas de cargas em 2025 Portos do Brasil movimentaram 1,4 bilhão de toneladas de cargas em 2025, novo recorde histórico divulgado pela Antaq. (Imagem: Arquivo/26.07.2012/Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Os portos organizados do Brasil fecharam 2025 com um feito impressionante: a movimentação de 1,4 bilhão de toneladas de cargas, um aumento de 6,1% sobre o ano anterior.

Dados oficiais da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) confirmam que esse volume supera todos os registros anteriores, consolidando o setor como pilar essencial da balança comercial brasileira.

O crescimento ocorre em meio a um cenário favorável de alta demanda internacional por commodities brasileiras, aliado a melhorias operacionais nos terminais portuários.

Composição detalhada das cargas movimentadas

Os granéis sólidos lideraram o desempenho, com 839,7 milhões de toneladas transportadas, alta de 6,3% em relação a 2024, impulsionados principalmente pelo minério de ferro.

Granéis líquidos, como petróleo bruto e derivados, somaram 333 milhões de toneladas, com crescimento de 6,1%, enquanto contêineres alcançaram 164,6 milhões de toneladas, avanço de 7,2%.

As cargas gerais soltas, que incluem produtos manufaturados, registraram 65,8 milhões de toneladas, com modesta alta de 0,8%, completando o mosaico da movimentação de cargas nacional.

  • Granéis sólidos: 839,7 milhões de toneladas (+6,3%), com destaque para minério
  • Granéis líquidos: 333 milhões de toneladas (+6,1%), puxados por óleo bruto
  • Contêineres: 164,6 milhões de toneladas (+7,2%), recorde no modal
  • Cargas gerais soltas: 65,8 milhões de toneladas (+0,8%)

Evolução dos investimentos no setor portuário

Um dos motores desse sucesso foi o salto nos investimentos privados, que passaram de R$ 129,3 bilhões em 2020 para R$ 234,9 bilhões em 2025, segundo relatório da Antaq.

No âmbito público, os valores evoluíram de R$ 36,4 bilhões para R$ 45,1 bilhões no mesmo período, totalizando R$ 280 bilhões aplicados em modernização de terminais e ampliação de capacidade.

Esses aportes permitiram maior eficiência operacional, redução de gargalos e preparação para volumes ainda maiores, com foco em parcerias público-privadas que atraíram capital estrangeiro.

O Porto de Santos, maior do país, exemplifica essa tendência ao registrar 186 milhões de toneladas movimentadas, seu melhor resultado histórico, com exportações crescendo 4,6%.

Trajetória de recordes ao longo de 2025

O ano inteiro foi pontuado por marcas expressivas: em maio, os portos movimentaram 118,4 milhões de toneladas, crescimento de 6,94%, seguido por recordes consecutivos nos meses seguintes.

No primeiro semestre, o setor aquaviário já superava expectativas, com destaque para soja (+11,25%) e petróleo (+7,27%), enquanto terminais privados como Itapoá cresceram 27%.

Até novembro, o acumulado nacional beirava 1,28 bilhão de toneladas, ritmo que se manteve até o fechamento anual, beneficiado pela cabotagem, que subiu 3,64% em alguns períodos.

  • Porto de Santos: 186 milhões de toneladas, 29,6% do total nacional
  • Paranaguá: expansão acima de 10% em granéis agrícolas
  • Itaqui e Suape: ganhos regionais significativos no Nordeste
  • Cabotagem: fortalecimento da navegação entre portos brasileiros

Perspectivas e investimentos planejados

Para 2026, a Antaq estima 1,44 bilhão de toneladas (+2,7%), com projeção de 1,59 bilhão até 2030, demandando R$ 96,7 bilhões em novos investimentos.

Entre as prioridades estão dragagens (R$ 3,7 bilhões), concessões de terminais e obras como o Túnel Santos-Guarujá (R$ 6,8 bilhões), além de R$ 20 bilhões via leilões previstos.

Os desafios incluem integração com modais rodoviário e ferroviário, sustentabilidade ambiental e manutenção da competitividade frente a concorrentes regionais como Argentina e Uruguai.

O diretor-geral da agência, Frederico Dias, reforça que o setor responde por cerca de 26% do PIB brasileiro, sendo crucial para sustentar exportações e atrair investimentos estrangeiros.

Esse desempenho posiciona o Brasil como potência logística no Atlântico Sul, com potencial para capturar fatias maiores do comércio global de commodities nos próximos anos.

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