Donald Trump anuncia troca no comando do FED.
(Imagem: @realdonaldtrump/Reprodução)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira (30) o nome do novo presidente do Fed, o Federal Reserve, banco central americano. Kevin Warsh, ex-diretor da instituição, assume o posto no fim do mandato de Jerome Powell, em maio.
A troca no comando do Fed vem após meses de críticas públicas de Trump à política monetária atual. Powell, indicado pelo próprio republicano em 2018, enfrenta acusações de manter juros elevados em momento de crescimento econômico.
Durante reunião na Casa Branca, Trump destacou que o anúncio encerra especulações e promete uma condução mais alinhada aos interesses nacionais. Mercados financeiros reagiram com volatilidade, atentos às implicações globais.
Conflitos entre Trump e Powell
A relação azedou após o Fed manter a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75%, decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc). Trump defendeu cortes imediatos para impulsionar a economia, impulsionada por tarifas de importação.
Em postagens na Truth Social, o presidente chamou Powell de “idiota” e “Tarde Demais”, argumentando que juros altos custam bilhões ao governo e ameaçam a segurança nacional. Apesar da pressão, Powell resiste, priorizando controle inflacionário.
O mandato de Powell como chair termina em maio de 2026, mas ele pode ficar no Conselho de Governadores até 2028. Trump, porém, acelera a transição para moldar a política monetária a seu favor.
Quem é Kevin Warsh
Kevin Warsh, 55 anos, foi governador do Fed de 2006 a 2011, o mais jovem da história aos 35 anos. Ex-executivo da Morgan Stanley, atuou como elo com Wall Street durante a crise financeira de 2008.
- Trabalhou com Ben Bernanke na resposta à recessão global.
- Defende postura hawkish contra inflação e critica balanços inflados dos bancos centrais.
- Atualmente, fellow no Hoover Institution e conselheiro de empresas como UPS.
- Formado em Stanford e Harvard Law, serviu na Casa Branca de George W. Bush.
Warsh superou concorrentes como Kevin Hassett, Christopher Waller e Rick Rieder. Sua nomeação, segundo fontes, impressionou Trump em reuniões recentes e é vista como respeitada no mundo financeiro.
Impactos na economia global
O novo presidente do Fed pode sinalizar cortes de juros mais agressivos, alinhados à visão de Trump de “menores taxas do mundo”. Isso estimula investimentos, mas preocupa com inflação acima da meta de 2%.
No Brasil, a decisão influencia o real e fluxos de capital. Bancos como Barclays e Goldman Sachs preveem manutenção dos juros americanos até junho, mas Warsh pode acelerar mudanças.
Analistas destacam riscos institucionais, com investigações do Departamento de Justiça sobre Powell. A confirmação de Warsh no Senado promete ser tensa, com senadores como Thom Tillis condicionando a investigações em curso.
Histórico de tensões políticas
Trump quase escolheu Warsh em 2018, mas optou por Powell, decisão que agora lamenta. A troca reforça o controle sobre o Fed, historicamente independente, e pode redefinir a política monetária para 2026.
Investidores monitoram o anúncio oficial, esperado para esta manhã. Qualquer sinal de “hawkishness” de Warsh – foco em inflação – pode frear expectativas de cortes rápidos.
A economia americana cresce com PIB acelerado e inflação em 2,6%, justificando cautela do Fed atual. Com Trump no comando, o equilíbrio entre estímulo e estabilidade vira centro das atenções globais.
Essa movimentação no topo do Fed reforça o estilo "mãos na massa" de Trump, priorizando tarifas e juros baixos para sustentar o “momento excepcional” dos EUA. O mundo observa os próximos passos.