Bolsa Família inicia 2026 com valor médio de R$ 697,77 por família, incluindo benefícios complementares.
(Imagem: Lyon Santos / MDS)
O Bolsa Família começa os pagamentos de 2026 com valor médio de R$ 697,77 por família, resultado da soma do benefício mínimo de R$ 600 com adicionais destinados a crianças, gestantes, nutrizes e adolescentes. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa atende 18,77 milhões de famílias neste mês, com investimento federal de aproximadamente R$ 13,1 bilhões.
O valor médio reflete a política de complementação do programa, que considera a composição familiar para ampliar a proteção social. A estratégia busca garantir renda mínima e reforçar o cuidado com a primeira infância e grupos em situação de maior vulnerabilidade.
Quais adicionais elevam o valor do Bolsa Família?
Além do piso de R$ 600, o Bolsa Família conta com benefícios complementares que variam conforme o perfil da família. Um dos principais é o Benefício Primeira Infância, que garante R$ 150 mensais por criança de até seis anos. Em janeiro, esse adicional contempla 8,4 milhões de crianças, com investimento de R$ 1,22 bilhão.
O programa também prevê pagamentos extras de R$ 50 para gestantes, nutrizes e para crianças e adolescentes de 7 a 18 anos. No caso das mães de bebês de até seis meses, o Benefício Variável Familiar Nutriz assegura seis parcelas mensais de R$ 50, com foco no apoio à alimentação infantil durante os primeiros meses de vida.
Somados, esses benefícios complementares alcançam 13,7 milhões de crianças e adolescentes, além de 625 mil gestantes e 375 mil nutrizes, totalizando um repasse superior a R$ 706,7 milhões apenas em janeiro.
Como funciona o calendário de pagamentos?
O calendário do Bolsa Família segue o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). Os pagamentos começaram nesta segunda-feira, 19 de janeiro, e seguem até o dia 30, de forma escalonada.
As famílias podem consultar datas, valores e a composição das parcelas por meio do aplicativo Caixa Tem, que também permite a movimentação do benefício de forma digital.
Em situações excepcionais, como desastres naturais ou eventos climáticos extremos, o governo autoriza o pagamento unificado no primeiro dia do calendário. Em janeiro, 176 municípios receberam os valores de forma antecipada, beneficiando cidades em estados como Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Roraima, Paraná, Amazonas, Piauí, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Perfil dos beneficiários e grupos prioritários
O Bolsa Família mantém forte presença feminina. Segundo os dados oficiais, 84,4% dos responsáveis familiares são mulheres, o que corresponde a cerca de 15,8 milhões de beneficiárias.
Em relação ao perfil racial, aproximadamente 36 milhões de pessoas atendidas se declaram pretas ou pardas, representando 73,25% do total de beneficiários do programa.
O alcance do Bolsa Família também inclui grupos prioritários e específicos, como famílias indígenas (247,7 mil), quilombolas (289,3 mil), catadores de materiais recicláveis (397,2 mil) e pessoas em situação de rua (253,8 mil). O programa ainda atende beneficiários resgatados de condições análogas à escravidão e crianças em situação de trabalho infantil, reforçando seu papel como principal política de combate à pobreza no país.