0:00 Ouça a Rádio
Qua, 15 de Julho
Justiça

Alexandre de Moraes estipula prazo de 48 horas para PGR opinar sobre arma de Bolsonaro

01 jul 2026 - 22h31 Alexsander Arcelino
Ministro Alexandre de Moraes Ministro Alexandre de Moraes arquiva inquérito contra delegados da PF investigados por blitze nas eleições de 2022. (Imagem: © Rosinei Coutinho / STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assinou um despacho nesta quarta-feira (1º) determinando que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a equipe jurídica de Jair Bolsonaro se manifestem, no prazo improrrogável de 48 horas, sobre o caso da apreensão de uma arma de fogo de propriedade do ex-mandatário. O objeto em questão é uma pistola da marca Glock, calibre 9 milímetros, acompanhada de um carregador com munições.

A nova provocação do magistrado ocorre logo após a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) finalizar o relatório do inquérito que investigava se o ex-presidente violou medidas cautelares ou cometeu crimes. Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de reclusão em regime de prisão domiciliar humanitária, decorrente de sua condenação no processo que apurou uma trama golpista no país.

No relatório definitivo enviado ao STF, a autoridade policial decidiu indiciar formalmente apenas o condutor do armamento, o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho. A PCDF concluiu que o ex-presidente não praticou ato ilícito penal na manutenção do objeto, uma vez que a pistola possui registro legal ativo e regularizado, mesmo diante da situação de custódia domiciliar do proprietário.

PGR pediu conclusão das investigações na semana passada

Esta é a segunda cobrança feita pelo relator. No último dia 24, Moraes já havia acionado a chefia do Ministério Público Federal. Em resposta protocolada no dia seguinte, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ponderou que não vislumbrava, preliminarmente, falta grave ou quebra de deveres de custódia por parte do apenado, mas sugeriu aguardar o encerramento das diligências policiais para emitir um parecer definitivo.

"O episódio noticiado, que se encontra em estágio inicial de esclarecimentos na instância própria, não indica, neste momento processual, a concretude de situação caracterizadora de falta disciplinar ou de descumprimento das condições de cautela a que o condenado está submetido", manifestou-se Gonet na ocasião.

Relembre o flagrante na blitz e a manifestação da defesa

A apreensão ocorreu na noite do dia 15 de junho, durante uma fiscalização rotineira de trânsito realizada pela Polícia Militar na região administrativa de Taguatinga (DF). Ao vistoriarem o automóvel conduzido pelo segundo-sargento, as equipes localizaram a pistola Glock. Na delegacia, Estácio Leite alegou ser funcionário destacado para o apoio ao ex-presidente e revelou a propriedade da arma.

A publicidade do caso gerou reações institucionais imediatas:

  • Gabinete de Segurança Institucional (GSI): Emitiu nota oficial esclarecendo que o militar não faz parte dos quadros ativos do órgão, que o veículo retido não pertence à frota da União e que a escolta de ex-presidentes é composta por servidores de escolha pessoal dos próprios ex-mandatários.

  • Depoimento do sargento: Informou que a pistola apresentou defeito mecânico e foi retirada da residência de Bolsonaro exclusivamente para receber manutenção técnica de um armeiro especializado, com previsão de devolução no dia seguinte.

  • Defesa de Bolsonaro: O advogado Paulo Cunha Bueno confirmou nas redes sociais que a arma pertence ao ex-presidente e possui documentação regular. A banca sustentou que o recolhimento domiciliar não retirou o direito de posse do bem e que inexiste qualquer ordem judicial prévia determinando o confisco ou cancelamento do registro do armamento.

Mais notícias
Surto de parasita perigoso nos EUA faz redes suspenderem o uso de alface
Saúde Surto de parasita perigoso nos EUA faz redes suspenderem o uso de alface
Senado aprova MP que endurece fiscalização do frete mínimo rodoviário
Transportes Senado aprova MP que endurece fiscalização do frete mínimo rodoviário
PF indicia "Careca do INSS" e ex-presidente do órgão por descontos ilegais em aposentadorias
Policial PF indicia "Careca do INSS" e ex-presidente do órgão por descontos ilegais em aposentadorias
Fies abre inscrições para o segundo semestre com novas regras de cobrança e vagas sociais
Fies 2º Semestre Fies abre inscrições para o segundo semestre com novas regras de cobrança e vagas sociais
Prazo para pagar taxa de inscrição da Prova Nacional Docente termina nesta terça-feira
Prazo encerra hoje Prazo para pagar taxa de inscrição da Prova Nacional Docente termina nesta terça-feira
Lula entra na campanha pelo fim da escala 6x1 e cobra votação da PEC no Senado
Direitos Lula entra na campanha pelo fim da escala 6x1 e cobra votação da PEC no Senado
Brasil envia 48 toneladas de leite em pó em ajuda humanitária para Cuba
Humanitário Brasil envia 48 toneladas de leite em pó em ajuda humanitária para Cuba
Proteína sindecam-4 é identificada por cientistas como chave para frear metástase do câncer
Científico Proteína sindecam-4 é identificada por cientistas como chave para frear metástase do câncer
El Niño deve encarecer conta de luz no Brasil e afetar até beneficiários da Tarifa Social
Clima El Niño deve encarecer conta de luz no Brasil e afetar até beneficiários da Tarifa Social
Catadoras de mangaba enfrentam expansão urbana e defendem território tradicional em Aracaju
Extrativismo Catadoras de mangaba enfrentam expansão urbana e defendem território tradicional em Aracaju
Mais Lidas
Fora da Copa e preterido na Europa, João Gomes desabafa: "Deus tem o melhor"
Convocação Fora da Copa e preterido na Europa, João Gomes desabafa: "Deus tem o melhor"
Dataprev abre concurso público com salários de até R$ 10,6 mil e inscrições na FGV
Empregos Dataprev abre concurso público com salários de até R$ 10,6 mil e inscrições na FGV
Mega Sena acumula e próximo concurso pode pagar prêmio de R$ 25 milhões
Loterias Mega Sena acumula e próximo concurso pode pagar prêmio de R$ 25 milhões
PF aponta que Valdemar Costa Neto atuava como "líder" na Câmara sem ter mandato
Emendas PF aponta que Valdemar Costa Neto atuava como "líder" na Câmara sem ter mandato