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Internacional

Papa critica líderes que promovem guerras e afirma que Deus rejeita suas orações

29 mar 2026 - 16h56 Alexsander Arcelino   atualizado às 17h01
Papa Leão XIV durante discurso na Praça de São Pedro defendendo a paz Papa Leão XIV durante celebração religiosa no Vaticano (Imagem: Vatican News)

O Papa Leão XIV afirmou neste domingo (29) que Deus rejeita as orações de líderes que incentivam ou promovem guerras. A declaração foi feita durante celebração religiosa no Praça de São Pedro, diante de milhares de fiéis.

Durante a homilia, o pontífice criticou a violência e afirmou que líderes responsáveis por conflitos carregam “mãos cheias de sangue”. O pronunciamento ocorre enquanto a guerra envolvendo o Irã entra em seu segundo mês.

Papa chama guerra de “atroz”

A fala do líder da Igreja Católica aconteceu durante a celebração do Domingo de Ramos, data que marca o início da Semana Santa no calendário cristão e antecede a Páscoa para cerca de 1,4 bilhão de católicos no mundo.

Em seu discurso, o papa classificou o conflito como “atroz” e afirmou que a figura de Jesus não pode ser usada para justificar guerras ou atos de violência.

Segundo ele, Jesus é o “Rei da Paz” e rejeita qualquer tentativa de utilizar a fé cristã como argumento para conflitos armados.

Citação de passagem bíblica

Durante a homilia, o pontífice também citou um trecho bíblico para reforçar sua mensagem contra a guerra. De acordo com ele, Deus rejeita as orações de quem promove violência.

Ele citou a passagem que afirma que, mesmo diante de muitas orações, elas não seriam ouvidas porque “as mãos estão cheias de sangue”.

Declarações ocorrem após ataques militares

O discurso acontece após autoridades dos Estados Unidos utilizarem linguagem cristã para justificar ataques realizados em conjunto com Israel contra o Irã, no dia 28 de fevereiro, episódio que marcou o início da escalada do conflito.

Entre os que citaram referências religiosas está o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que também tem promovido encontros de oração cristã no Pentágono.

Durante uma dessas cerimônias, ele fez uma oração pedindo “ação violenta esmagadora contra aqueles que não merecem misericórdia”.

Mensagem de paz

Em sua reflexão final, o papa também lembrou um episódio bíblico em que Jesus repreende um de seus seguidores por usar uma espada contra um homem que participava de sua prisão.

Segundo o pontífice, esse episódio mostra que Jesus nunca incentivou a violência ou a guerra.

Para o líder religioso, a atitude de Cristo revela a face de um Deus que rejeita a violência e prefere o caminho da paz, mesmo diante da perseguição.

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