Renegociação de dívidas com a União para MEI e pequenas empresas termina nesta sexta (30/01).
(Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte têm uma oportunidade única para renegociar dívidas com a União. O prazo final é esta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, às 19h (horário de Brasília).
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) prorrogou o Edital nº 11/2025 para facilitar a regularização fiscal desses negócios. A medida oferece descontos que chegam a 100% sobre juros, multas e encargos, além de prazos estendidos para pagamento.
Essa iniciativa surge em um momento delicado para os pequenos empreendedores, que enfrentam desafios econômicos pós-pandemia e instabilidades recentes. Regularizar a situação abre portas para crédito e crescimento sustentável.
Quem pode aderir à renegociação
O foco principal é nos pequenos negócios, como MEI, microempresas e empresas de pequeno porte. Também abrangem instituições sem fins lucrativos, Santas Casas e cooperativas.
Os débitos devem ser de natureza tributária ou não tributária, inscritos em dívida ativa até datas específicas: 2 de junho de 2024 para pequeno valor, ou 4 de março de 2025 para outras modalidades. O valor total por inscrição não pode exceder R$ 45 milhões.
- Microempreendedores individuais (MEI);
- Microempresas (ME);
- Empresas de pequeno porte (EPP);
- Entidades sociais e educacionais.
Modalidades de transação disponíveis
O Edital PGFN 11/2025 prevê quatro modalidades principais de renegociação de dívidas, adaptadas ao perfil do contribuinte. Cada uma tem condições personalizadas para maximizar acessibilidade.
- Por capacidade de pagamento: Entrada de 6% em até 6 vezes, saldo em até 114 parcelas com até 65% de desconto (70% para MEI e similares).
- Débitos irrecuperáveis: Entrada de 5% em até 12 vezes, saldo em 108 parcelas com até 100% em juros e multas.
- Pequeno valor: Até 60 salários mínimos por inscrição, descontos de até 50% para MEI com dívidas antigas, parcelamento em 60 meses.
- Débitos garantidos: Foco em parcelamento com seguro garantia ou carta fiança, entrada mínima de 30%.
Para MEI, há tratamento diferenciado, reconhecendo a vulnerabilidade desses empreendedores. É obrigatório incluir todas as dívidas elegíveis, exceto garantidas ou suspensas judicialmente.
Passo a passo para aderir agora
A adesão é simples e 100% digital pela plataforma Regularize da PGFN. Primeiro, acesse o site www.regularize.pgfn.gov.br e faça login com Gov.br.
Consulte suas pendências, escolha a modalidade e formalize o acordo. O processo é intuitivo, com linguagem simplificada para evitar jargões jurídicos.
- Acesse Regularize.pgfn.gov.br;
- Faça login com conta Gov.br;
- Consulte débitos e selecione modalidade;
- Simule pagamento e confirme adesão até 19h desta sexta.
Importante: essa renegociação de dívidas é distinta do reenquadramento no Simples Nacional, que vai até 31 de janeiro. São procedimentos separados, com regras próprias.
Benefícios e impactos para os empreendedores
Regularizar débitos não é só quitar contas; é recuperar saúde financeira. Com a dívida quitada, o MEI volta a acessar linhas de crédito, financiamentos e benefícios previdenciários.
A PGFN destaca que a medida estimula a formalização e contribui para a economia. João Grognet, procurador-geral adjunto, enfatiza: "A regularização beneficia tanto a União quanto o empreendedor, gerando mais renda no país".
Em 2026, com o DAS do MEI atualizado entre R$ 82,05 e R$ 87,05, manter a regularidade fiscal é essencial. Quem perde o prazo pode enfrentar restrições em certidões negativas e execuções judiciais.
Milhares de pequenos negócios já aderiram desde junho de 2025, quando o edital foi lançado. A prorrogação até 30 de janeiro amplia o alcance, especialmente para quem precisa de mais tempo para organizar finanças.
Essa é uma chance real de recomeço. Não deixe para depois: o relógio está correndo, e a renegociação de dívidas pode ser o impulso que seu negócio precisa agora.
Para mais detalhes, consulte o edital completo no site da PGFN. Fique atento às atualizações oficiais e evite fontes não confiáveis.