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Economia

Governo federal arrecada R$ 2,88 trilhões em 2025 e alcança maior valor da história

22 jan 2026 - 17h16 Alexsander Arcelino   atualizado às 17h19
Cédulas de dinheiro. Arrecadação federal bate recorde histórico e alcança R$ 2,88 trilhões em 2025. (Imagem: © Marcello Casal Jr / Agência Brasil)

A arrecadação de impostos e demais receitas federais alcançou R$ 2,88 trilhões em 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal. O montante representa o maior valor anual da série histórica, iniciada em 1994, e confirma um novo recorde para as contas públicas.

Em comparação com 2024, quando foram arrecadados R$ 2,65 trilhões, houve um crescimento real de 3,65%, já descontada a inflação. O resultado foi classificado pela Receita Federal como “extremamente satisfatório”, refletindo o comportamento positivo de diversos indicadores econômicos ao longo do ano.

Dezembro também registra forte crescimento

Somente no mês de dezembro, a arrecadação somou R$ 292,72 bilhões, um aumento de 7,46% em relação aos R$ 261,26 bilhões registrados no mesmo período de 2024. O desempenho reforça a tendência de alta observada ao longo do ano passado.

O que impulsionou a arrecadação em 2025

De acordo com a Receita Federal, diversos fatores contribuíram para o resultado recorde. Entre os principais estão:

  • Comportamento favorável dos indicadores macroeconômicos que impactam diretamente a arrecadação;

  • Aumento da arrecadação do IOF, em razão de mudanças na legislação do tributo por meio de decretos;

  • Melhor desempenho do PIS/Cofins, impulsionado pelo crescimento do setor de serviços e pela alta da arrecadação das entidades financeiras;

  • Crescimento dos tributos sobre o comércio exterior, influenciado pela valorização do câmbio e pelo aumento das alíquotas médias;

  • Avanço da contribuição previdenciária, decorrente do aumento real da massa salarial e da redução da desoneração da folha de pagamento.

Fatores que explicaram o resultado de dezembro

No recorte mensal, a Receita destaca como principais fatores para o crescimento da arrecadação em dezembro:

  • Evolução positiva dos indicadores macroeconômicos;

  • Nova elevação da arrecadação do IOF, após mudanças legais;

  • Crescimento real de 22,70% no Imposto de Renda Retido na Fonte sobre ganhos de capital (IRRF Capital), puxado principalmente pelos fundos (+32,88%) e títulos de renda fixa (+35,58%);

  • Alta do PIS/Pasep e da Cofins, acompanhando o desempenho do setor de serviços e das instituições financeiras.

IOF atinge recorde e soma R$ 86,4 bilhões

Um dos destaques do ano foi o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Em 2025, a arrecadação do tributo atingiu R$ 86,47 bilhões, uma alta de 20,54% em relação a 2024. O valor também representa o maior da série histórica, apesar dos debates e atritos envolvendo o tema entre o governo federal e o Congresso ao longo do último ano.

Receita Federal projeta mudança de postura em 2026

Segundo o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, o ano de 2026 marcará uma mudança definitiva na atuação do órgão. A proposta é abandonar o modelo tradicional de fiscalização reativa.

“Vamos deixar completamente a postura, já antiquada, de um Fisco reativo e repressor, para uma Receita Federal que antecipa problemas, orienta os contribuintes e evita o litígio”, afirmou.

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