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Internacional

Trump insiste em comprar Groenlândia em Davos sem usar a força

21 jan 2026 - 15h22 Joice Gomes   atualizado às 15h37
Trump insiste em comprar Groenlândia em Davos sem usar a força Donald Trump reforçou em Davos o desejo de comprar a Groenlândia. (Imagem: gerado por IA)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o palco do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, para reiterar sua intenção de adquirir a Groenlândia. Nesta quarta-feira (21), ele descartou o uso da força, mas argumentou que os EUA são os únicos capazes de proteger adequadamente o território autônomo da Dinamarca.

Trump descreveu a Groenlândia como "um pedaço de gelo" no meio do oceano, devolvido à Dinamarca após a Segunda Guerra Mundial, apesar da defesa americana contra alemães, japoneses e italianos. Ele enfatizou que seu interesse é puramente estratégico, negando motivações ligadas a riquezas minerais como terras raras, enterradas sob camadas de gelo.

Críticas à Otan e à Dinamarca

Em tom de cobrança, Trump acusou a Otan de não oferecer contrapartidas aos EUA, que historicamente bancaram a defesa da Europa contra a União Soviética e agora a Rússia. "Tudo que pedimos em retorno é a Groenlândia", disse, destacando bases americanas construídas na ilha para salvá-la durante a guerra.

Segundo o presidente, a Dinamarca gasta pouco na proteção da região, deixando-a vulnerável. Ele prometeu desenvolvê-la e torná-la útil para Europa e EUA, chamando de "pedido pequeno" comparado às contribuições históricas americanas. "Os EUA estão de volta, maiores e mais fortes do que nunca", completou.

  • Trump nega uso da força: "Não quero e não usarei".
  • Enfatiza localização estratégica para conter inimigos.
  • Acusa aliados de ingratidão por território "praticamente inabitável".

Reações europeias à pressão americana

Líderes europeus reagiram com firmeza às declarações de Trump sobre a Groenlândia. O presidente francês Emmanuel Macron pediu exercícios da Otan na ilha e afirmou que a Europa não se curvará a pressões. Ursula von der der Leyen, da Comissão Europeia, disse que o continente está preparado para agir se necessário.

A Dinamarca considera enviar até 1.000 soldados à região em 2026, enquanto o presidente finlandês e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, reforçaram que a Europa não depende dos EUA para sua defesa. Uma cúpula de emergência está marcada para quinta-feira (22) para alinhar respostas contra a "nova ordem" imposta por Trump.

Até figuras da extrema-direita europeia, como Jordan Bardella, criticaram a coerção comercial americana, optando por soberania em vez de submissão.

Outros temas no discurso de Davos

Trump também defendeu ações na Venezuela, celebrando o "sequestro" de Nicolás Maduro e o alinhamento de empresas petrolíferas com os EUA, o que teria reduzido preços de combustíveis americanos. Ele autoelogiou seu primeiro ano de mandato, falando em "milagre econômico" com inflação controlada, empregos gerados e déficit fiscal em queda.

Criticou Jerome Powell, presidente do Fed, prometendo um novo nome em breve, e detonou políticas europeias de energia renovável e imigração. "A Europa está na direção errada", disse, defendendo tarifas para reequilibrar o comércio e cortes em ajudas a imigrantes nos EUA.

  • Venezuela: "Está indo bem, fantástica".
  • Economia EUA: Crescimento alto apesar do Fed.
  • Europa: Erros em energia eólica e imigração.

Contexto histórico da disputa

A ideia de comprar a Groenlândia não é nova para Trump, que já ameaçou invadir o território em seu primeiro mandato. Historicamente, compras de territórios ocorreram, como os EUA adquirindo as Filipinas da Espanha no século XIX, mas são raras hoje pelo direito internacional.

Recentemente, Dinamarca e Groenlândia abriram-se a mais tropas americanas, mas rejeitam venda. Trump impôs tarifas a opositores europeus, elevando tensões na Otan e reacendendo debates sobre soberania no Ártico, rico em recursos e posição geopolítica chave.

O discurso em Davos reforça a agenda "America First", com promessas de expansão energética para IA e novos reatores nucleares, enquanto pressiona aliados por concessões. Analistas veem risco de racha transatlântico, mas Trump aposta em negociações nos bastidores.

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