No carnaval 2026, o funcionamento dos bancos no carnaval 2026 muda: agências fecham em 16 e 17/2 e reabrem na Quarta de Cinzas às 12h.
(Imagem: Cristina Indio do Brasil/Arquivo/Agência Brasil)
A regulação do setor bancário internacional ganha um novo capítulo de rigidez tecnológica voltada à segurança digital. A Comissão Nacional Bancária e de Valores (CNBV) do México anunciou uma transformação profunda nas regras de conformidade e atendimento ao cliente. A partir de agora, a biometria facial passa a ser um requisito obrigatório para a validação e identificação de correntistas em todo o território mexicano. A ofensiva regulatória busca neutralizar crimes cibernéticos, roubos de perfil e falsificações de identidade em transações financeiras.
Os bancos operantes no país têm o prazo regulamentar de 90 dias úteis para se adequarem às novas diretrizes tecnológicas. O grande diferencial da medida é a obrigatoriedade de integrar os sistemas de captura dos bancos diretamente com os bancos de dados de órgãos oficiais do governo mexicano, como o Instituto Nacional Eleitoral (INE) e a Secretaria de Relações Exteriores (SRE), blindando o processo de checagem.
Padrões globais de segurança e agilidade
Pela nova normativa, as instituições financeiras mexicanas devem adotar o reconhecimento facial de maneira complementar ao uso das impressões digitais, que já eram coletadas. Para evitar vulnerabilidades de software, a CNBV exige que a validação biométrica obedeça a rigorosos parâmetros de engenharia de segurança recomendados por protocolos globais, como a norma ISO/IEC 30107-3 e as certificações do NIST FRVT (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA).
Apesar de adicionar uma camada de verificação, a expectativa do governo é de que o sistema traga mais fluidez e rapidez para o usuário comum após o cadastro inicial. A validação biométrica automatizada agiliza rotinas burocráticas pesadas, como a abertura de novas contas correntes e a liberação de transferências de grandes volumes financeiros por canais digitais, minimizando a necessidade de checagens manuais repetitivas.
Os critérios de captura são estritos: as fotos enviadas pelos clientes devem ser estritamente frontais e de alta resolução. Fica proibido o uso de acessórios que obstruam linhas de expressão faciais ou partes do rosto, como óculos escuros, bonés ou máscaras.
O papel crucial do teste de "prova de vida"
O pilar central dessa engrenagem contra fraudes é o mecanismo conhecido tecnicamente como "prova de vida" (liveness detection). Essa tecnologia impede que golpistas burlem o sistema bancário utilizando fotografias estáticas, vídeos pré-gravados ou máscaras sintéticas de terceiros diante da câmera do celular. O algoritmo exige pequenas ações em tempo real do usuário para certificar que se trata de um indivíduo físico e presente no momento do acesso.
No que diz respeito à governança de dados pessoais, cada instituição financeira será a guardiã legal de suas próprias bases de dados biométricos. A CNBV emitiu recomendações severas de criptografia e segurança cibernética para que as informações não sejam vazadas e orienta que o compartilhamento desses dados sensíveis com entidades privadas ou parceiros comerciais seja evitado para resguardar a privacidade dos cidadãos.