Carla Zambelli
(Imagem: Reprodução / Internet)
A tentativa da ex-deputada federal Carla Zambelli de estruturar uma fonte de renda recorrente para financiar sua permanência na Itália sofreu um revés na noite da última terça-feira, 3 de novembro.
A comunidade privada criada pela política nas redes sociais foi desativada e teve todas as assinaturas canceladas. A iniciativa cobrava uma taxa mensal de R$ 50 dos apoiadores sob a promessa de entregar transmissões ao vivo, histórias de bastidores, conteúdos exclusivos e presença de convidados.
Com a derrubada repentina da página, a própria ex-parlamentar confirmou que o dinheiro arrecadado foi devolvido integralmente aos inscritos.
De acordo com o relato de Zambelli, a descontinuação da plataforma ocorreu porque a empresa responsável pelo serviço tem sede no Brasil, o que inviabilizou a continuidade das operações.
Diante do encerramento do grupo, a ex-deputada alterou a estratégia financeira e passou a divulgar o link de uma arrecadação virtual hospedada em um site internacional. Ela informou que os montantes obtidos por meio dessa nova vaquinha foram transferidos de forma direta ao advogado italiano Pieremilio Sammarco, profissional incumbido de conduzir os trâmites de sua defesa técnica perante as autoridades europeias.
Carla Zambelli argumentou que está completamente impedida de trabalhar ou realizar movimentações financeiras ordinárias, uma vez que suas contas bancárias permanecem bloqueadas judicialmente e há restrições legais para a abertura de novos cadastros financeiros, inclusive fora do país.
Diante desse cenário, a ex-parlamentar alegou que a vaquinha externa tornou-se o único recurso disponível para garantir sua subsistência até que sua defesa consiga revogar o pedido de prisão emitido pela Interpol.
A ex-deputada passou a integrar a lista de difusão vermelha da polícia internacional em junho do ano passado, após ter saído do Brasil em maio de 2025, período no qual possui cidadania italiana.
Em solo brasileiro, a ex-parlamentar acumula duas condenações criminais relativas à liderança de uma invasão hacker às redes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao episódio em que perseguiu um jornalista com arma em rastejo nas eleições de 2022. O Tribunal de Apelação da Itália agendou para o final deste mês o julgamento decisivo a respeito de seu processo de extradição.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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