Ex-governador Ricardo Coutinho durante pronunciamento
(Imagem: Reprodução/Instagram)
O ex-governador da Paraíba e deputado federal Ricardo Coutinho (PT) divulgou um pronunciamento público nesta quarta-feira (4) para responder às denúncias registradas contra ele no Distrito Federal. Em vídeo veiculado em suas plataformas digitais, o parlamentar negou categoricamente ter adotado qualquer tipo de conduta inadequada na abordagem a menores de idade nas imediações da Vila Olímpica de Santa Maria, em Brasília.
O episódio em questão ocorreu na noite de segunda-feira (2). Diante da repercussão do boletim de ocorrência, o político rebateu a versão narrada por testemunhas e requereu acesso aos registros de câmeras do local para esclarecer o fato.
Versões conflitantes e alegação de extorsão
De acordo com o registro policial, pessoas que estavam nas proximidades do centro esportivo relataram que o veículo do ex-governador teria piscado os faróis em direção a crianças, fazendo acenos para que elas se aproximassem do automóvel.
Entretanto, na gravação em que Ricardo Coutinho nega acusações no DF, o parlamentar explicou que sua presença na Vila Olímpica tinha como único objetivo acompanhar um treino esportivo de seu enteado. Segundo ele, a situação se desdobrou quando um jovem o abordou abruptamente com interpelações hostis no estacionamento.
"Não pratiquei qualquer comportamento impróprio com criança alguma. Já solicitei que as imagens do local sejam apresentadas para que não restem dúvidas da minha retidão", afirmou Coutinho no vídeo.
Em desdobramento à fala do parlamentar, a equipe jurídica encarregada de sua defesa emitiu nota sustentando que o ex-gestor paraibano foi, na realidade, alvo de uma tentativa de intimidação com fins de extorsão durante o incidente.
Investigação em andamento na Polícia Civil
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaurou procedimento para apurar as circunstâncias do caso e verificar a veracidade das narrativas apresentadas pelas partes.
Até o momento, os órgãos de segurança pública informam que não há conclusão pericial nem confirmação formal de conduta ilícita cometida pelo parlamentar. As diligências prosseguem com o recolhimento de depoimentos e a análise de eventuais circuitos de monitoramento eletrônico da região.