Clarissa Tércio & Record Kids
A deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) criticou publicamente a decisão do Governo Federal de retirar a classificação livre do programa Record Kids – Desenhos Bíblicos, exibido pela TV Record.
A parlamentar reagiu à medida aprovada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), classificando a redefinição da faixa etária como um absurdo e um ataque desnecessário a produções de cunho religioso direcionadas ao público infantil.
Em seu pronunciamento, Clárissa questionou os rumos da proteção à infância na atual gestão e defendeu que as animações baseadas na Bíblia não representam ameaça à formação de crianças e adolescentes.
O que será das nossas crianças nos próximos anos? Governo do PT, de Lula, retira classificação livre de desenhos bíblicos da Record e os classifica como não recomendados para menores de 12 anos. Precisamos proteger as crianças, mas não de desenhos bíblicos! É um absurdo!
A reação da parlamentar ocorreu logo após a oficialização da medida que alterou a recomendação do programa audiovisual. Em tom de indignação, a deputada pernambucana argumentou que o Estado deveria direcionar esforços para combater ameaças reais à juventude, em vez de impor restrições administrativas a conteúdos educativos e morais de matriz cristã.
Aumento da classificação etária
A alteração normativa ocorreu por meio da Portaria CGPCIND/DSPRAD/SEDIGI nº 2.272, publicada no Diário Oficial da União pelo Ministério da Justiça. Com o ato, a atração, que originalmente solicitava a manutenção da faixa livre, passou a ser recomendada para maiores de 12 anos e teve sua exibição na TV aberta sugerida para o horário das 20h.
O documento oficial enquadrou a produção em quatro descritores de conteúdo: violência, atos criminosos, drogas lícitas e estigma ou preconceito. A análise considerou especificamente o título Record Kids – Desenhos Bíblicos, série animada lançada em 2007 e dirigida por Richard Rich.
Apesar da elevação na faixa etária exigida, o sistema de classificação indicativa operado pelo Ministério da Justiça possui caráter meramente informativo e não proibitivo. O mecanismo visa fornecer parâmetros e orientações técnicas para que pais e responsáveis exerçam a decisão final sobre o que as crianças assistem.
A determinação do Governo Federal, portanto, não impede a veiculação do programa nem obriga a retirada da animação da grade da emissora paulista, mantendo a autonomia das famílias na escolha do consumo audiovisual.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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