Lula convoca sindicatos para pressão popular pelo fim da escala 6x1
(Imagem: gerado por IA)
O governo federal articula no Congresso Nacional uma proposta para reduzir gradualmente a jornada de trabalho no Brasil e substituir o atual modelo de escala 6×1 pelo formato 5×2.
A medida prevê diminuição da carga horária semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial, ampliando os períodos de descanso dos trabalhadores.
Segundo o plano em discussão, a mudança poderá ocorrer de forma progressiva até 2028, atingindo milhões de trabalhadores em diferentes setores da economia.
Transição pode ocorrer em até dois anos
A proposta debatida entre integrantes do governo e parlamentares estabelece redução gradual de duas horas na jornada semanal a cada ano até alcançar o limite de 40 horas.
Com isso, o modelo tradicional de seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso seria substituído pelo sistema de cinco dias trabalhados e dois dias de folga.
O deputado Leo Prates, relator da proposta na comissão especial, afirmou que trabalha com um prazo mais curto para implementação da mudança.
Já o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, avalia nos bastidores que uma transição mais longa também é considerada viável.
Representantes do setor empresarial defendem prazo maior de adaptação, sugerindo conclusão das mudanças apenas até 2030.
Governo aposta em apoio popular
A proposta enviada pelo governo mantém a jornada diária de oito horas e garante dois dias consecutivos de descanso remunerado, preferencialmente aos fins de semana.
A iniciativa passou a ser acompanhada por campanhas públicas que defendem mais tempo livre para trabalhadores sem redução nos salários.
Nos bastidores, o governo busca acelerar a tramitação da proposta ainda neste semestre para evitar atrasos relacionados ao calendário eleitoral.
Também existem articulações entre Câmara e Senado para evitar alterações no texto que possam ampliar o tempo de discussão no Congresso Nacional.
Discussão envolve impactos econômicos
Estudos citados durante o debate apontam que a redução da jornada pode gerar impacto limitado nos custos das empresas em alguns setores da economia.
Defensores da proposta afirmam que a medida poderá melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzir afastamentos por problemas de saúde e elevar índices de produtividade.
A discussão também aproxima o Brasil de experiências já adotadas em outros países, como a jornada reduzida existente na França e testes realizados no Reino Unido e na Islândia.
O tema segue em análise no Congresso Nacional e deve continuar em debate nas próximas semanas.