Redução temporária do imposto de importação pode diminuir preços de eletrônicos no Brasil.
(Imagem: Canva)
O governo federal decidiu zerar temporariamente o Imposto de Importação de quase 200 produtos eletrônicos e de informática no Brasil.
A decisão foi tomada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Camex (Gecex), órgão ligado à Câmara de Comércio Exterior.
Segundo o governo, a medida terá validade de quatro meses e tem como objetivo reduzir custos para empresas e evitar problemas de abastecimento de produtos que possuem produção limitada no país.
Medida abrange centenas de produtos
A decisão envolve 191 produtos eletrônicos, mas o pacote de medidas alcança um número ainda maior de itens.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, no total foram 970 produtos contemplados, incluindo itens que já possuíam reduções tarifárias anteriores.
Desse total:
- 779 produtos tiveram concessões renovadas
- os demais receberam novas reduções temporárias de imposto
Decisão veio após reação do mercado
Os produtos haviam sofrido aumento no imposto de importação em fevereiro deste ano, medida que poderia gerar arrecadação estimada entre R$ 14 bilhões e R$ 20 bilhões.
No entanto, críticas do mercado e de consumidores levaram o governo a revisar parte da política tarifária.
Com a nova decisão, o objetivo é diminuir custos de produção, reduzir pressões inflacionárias e evitar falta de produtos.
Outros setores também foram incluídos
A redução temporária do imposto não se limita apenas a eletrônicos.
A lista de itens contemplados também inclui:
- medicamentos
- insumos agrícolas
- produtos utilizados na indústria têxtil
- itens de nutrição hospitalar
- lúpulo usado na produção de cerveja
Segundo o governo, muitas dessas medidas foram adotadas após pedidos de empresas que apontaram escassez ou oferta insuficiente no mercado nacional.
Equilíbrio entre importação e produção nacional
A estratégia busca equilibrar dois objetivos econômicos: abrir temporariamente o mercado para importações e, ao mesmo tempo, estimular a produção interna no longo prazo.
Esse tipo de ajuste tarifário costuma ser utilizado pelo governo para corrigir desequilíbrios de oferta e controlar impactos na inflação.