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Emocional

Ciência revela quanto tempo o cérebro leva para esquecer um ex

29 mar 2026 - 21h12 Alexsander Arcelino
Alianças de casamento sobre superfície simbolizando o fim de um relacionamento amoroso. Estudos indicam que superar um relacionamento pode levar vários anos. (Imagem: Canva)

Superar um término amoroso pode ser muito mais complexo do que muitas pessoas imaginam. Segundo pesquisas recentes, superar um ex não acontece de forma imediata e pode levar vários anos, já que o cérebro continua processando memórias e emoções ligadas ao antigo relacionamento.

A ciência mostra que vínculos afetivos profundos deixam marcas importantes na mente humana. Mesmo após o fim da relação, o cérebro ainda mantém registros emocionais que podem ser ativados por lembranças, experiências ou estímulos do cotidiano.

Um estudo conduzido pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, em 2025, buscou entender quanto tempo o cérebro leva para deixar de considerar um antigo parceiro emocionalmente relevante. A pesquisa foi liderada pelos psicólogos Jia Y. Chong e R. Chris Fraley.

Os pesquisadores analisaram o comportamento emocional de 320 adultos que haviam passado pelo fim de relacionamentos considerados duradouros. Os resultados mostraram que o processo de superar um ex pode levar, em média, mais de quatro anos.

Tempo para superar um ex varia entre as pessoas

De acordo com os especialistas, o desligamento emocional completo pode levar ainda mais tempo em alguns casos. A pesquisa aponta que o processo pode se estender por até oito anos, dependendo da intensidade do vínculo afetivo e da forma como o relacionamento terminou.

Outro fator importante observado no estudo é que manter contato com o ex parceiro tende a prolongar esse processo emocional. Conversas frequentes, convivência ou interação nas redes sociais podem manter ativa a ligação emocional e dificultar o momento de superar um ex.

O neurologista Alejandro Andersson explica que, durante um relacionamento, o parceiro passa a ocupar um papel importante na forma como o cérebro organiza emoções e expectativas.

Segundo ele, o ex parceiro funciona como um tipo de “mapa preditivo” dentro da mente. Isso acontece porque a presença dessa pessoa está associada a experiências de recompensa emocional e prazer.

Durante o relacionamento, memórias importantes são registradas em regiões do cérebro responsáveis por emoções e lembranças, como o hipocampo e a amígdala. Mesmo após o término, estímulos simples podem reativar essas conexões e trazer novamente à tona sentimentos ligados ao passado.

Aspectos emocionais também influenciam o processo

A psicóloga Micaela Zappino destaca que não existe um prazo universal para superar um ex. Cada pessoa vive o término de forma diferente, e vários fatores emocionais podem interferir nesse processo.

Entre os elementos que influenciam o tempo de recuperação estão o estilo de apego, a intensidade da dependência emocional, a existência de projetos em comum e até o nível de interação mantido após o fim da relação.

A presença constante do ex nas redes sociais, por exemplo, pode dificultar a reorganização emocional e prolongar o período necessário para seguir em frente.

Especialistas também alertam que, quando o sofrimento se torna intenso e começa a afetar a rotina, o trabalho ou as relações sociais, procurar ajuda profissional pode ser um passo importante.

O acompanhamento psicológico pode auxiliar no processo de reconstrução emocional, ajudando a pessoa a compreender melhor suas emoções e desenvolver estratégias para retomar a qualidade de vida após o término de um relacionamento.

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