Planta arruda.
(Imagem: Freepik)
A presença de escorpiões nas proximidades de residências é uma realidade frequente em diversas regiões do Brasil, especialmente em áreas urbanas com acúmulo de entulho, redes de esgoto expostas e oferta de abrigo e alimento.
Diante desse cenário, moradores têm recorrido a diferentes estratégias para reduzir o risco de aparecimento desses animais, entre elas o cultivo da planta conhecida como arruda.
Utilizada tradicionalmente em jardins, quintais e vasos próximos a portas e janelas, a arruda é conhecida por seu aroma intenso, característica que motivou sua associação a práticas de repelência natural.
Embora não substitua métodos reconhecidos de controle, a planta tem sido incorporada como uma medida complementar de proteção ambiental.
Uso popular e características da planta
A arruda (Ruta graveolens) é uma planta de origem mediterrânea que se adaptou bem ao clima brasileiro. De fácil cultivo, resistente a períodos de seca e com baixa exigência de manutenção, ela se tornou comum em residências que buscam alternativas naturais para o manejo de pragas.
Seu odor forte é apontado como um fator que pode contribuir para afastar alguns animais, incluindo insetos e aracnídeos. Por esse motivo, moradores costumam posicioná-la em áreas estratégicas da casa, como jardins frontais, corredores externos e proximidades de ralos e acessos.
Escorpiões e o ambiente urbano
O aumento de registros de escorpiões em áreas urbanas está relacionado, principalmente, à expansão desordenada das cidades e à oferta de ambientes favoráveis à proliferação desses animais. Locais com lixo acumulado, restos de construção, folhas secas e presença de baratas — principal fonte de alimento dos escorpiões — contribuem para a permanência da espécie.
Segundo dados de órgãos de saúde, o risco de acidentes é maior em residências mal vedadas ou com frestas em portas, janelas e ralos. Crianças e animais domésticos estão entre os grupos mais vulneráveis a acidentes, o que leva muitas famílias a adotarem medidas adicionais de prevenção.
Orientações técnicas e medidas complementares
Especialistas em controle de pragas e vigilância sanitária ressaltam que o uso da arruda deve ser encarado apenas como um recurso auxiliar. Não há comprovação científica de que a planta, isoladamente, seja capaz de impedir a presença de escorpiões em um ambiente.
As recomendações oficiais incluem ações como vedação adequada de ralos e frestas, limpeza frequente de quintais, eliminação de entulhos, controle de insetos e cuidado ao manusear objetos armazenados por longos períodos. Em áreas com infestação recorrente, a orientação é procurar os serviços de controle de zoonoses do município.
Complemento, não substituição
A adoção da arruda reflete uma busca por soluções acessíveis e de fácil implementação no cotidiano doméstico. No entanto, autoridades reforçam que práticas tradicionais de prevenção continuam sendo fundamentais para reduzir o risco de acidentes.
O uso combinado de medidas ambientais, estruturais e de orientação técnica segue sendo a principal estratégia para o controle de escorpiões em áreas residenciais, especialmente em regiões com histórico de ocorrências.