Clima quente.
(Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que 2025 foi o terceiro ano mais quente da história, ficando atrás apenas de 2024 e 2023. O dado impressiona ainda mais porque 2025 foi um ano marcado pelo fenômeno La Niña, normalmente associado ao resfriamento temporário da Terra.
Especialistas afirmam que o fato de o ano ter atingido temperaturas tão altas mesmo com esse ciclo natural de resfriamento comprova a aceleração do aquecimento global, mostrando que os efeitos das atividades humanas superam os padrões climáticos históricos.
Triênio recorde: 1,5°C acima do pré-industrial
O período de 2023 a 2025 forma o primeiro triênio da história com média global de temperatura 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, considerado limite de segurança pelo Acordo de Paris.
Pesquisadores e sistemas de inteligência artificial climática alertam que, se as emissões de gases do efeito estufa não forem drasticamente reduzidas, esse limite poderá ser ultrapassado permanentemente antes de 2030, intensificando eventos extremos como ondas de calor, incêndios florestais, secas e tempestades violentas.
Oceanos registram calor recorde
O aquecimento global também se manifesta nos oceanos, que atingiram níveis recordes de calor em 2025. Esse aumento impacta diretamente fenômenos climáticos extremos, incluindo furacões mais intensos, elevação do nível do mar e mudanças nos padrões de precipitação.
Cientistas alertam que a manutenção dessas temperaturas elevadas pode comprometer ecossistemas marinhos, a pesca e a segurança alimentar global, além de gerar riscos econômicos significativos para regiões costeiras.
Desafios para cidades e governos
Diante desse cenário, a atenção dos governos se volta para adaptação urbana e gestão de riscos climáticos. Isso inclui:
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Planejamento de infraestrutura resiliente a inundações e calor extremo
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Criação de planos de emergência para eventos climáticos severos
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Implementação de metas de redução de emissões em nível local e nacional
O foco não é apenas mitigar o aquecimento, mas também controlar os danos já inevitáveis, garantindo que cidades e comunidades estejam preparadas para enfrentar ondas de calor, tempestades e secas cada vez mais frequentes.
A urgência da ação global
Especialistas reforçam que os próximos anos serão decisivos para manter o aquecimento abaixo de 2°C, objetivo do Acordo de Paris. Eles alertam que o tempo para ação é curto e que as políticas climáticas precisam ser mais ambiciosas e imediatas, combinando redução de emissões, investimento em energia limpa e adaptação das cidades e ecossistemas.
Enquanto isso, dados de 2025 mostram que nem os ciclos naturais de resfriamento conseguem mais frear o aquecimento global, tornando a adaptação e a mitigação mais urgentes do que nunca.
O planeta está em alerta, e o triênio 2023-2025 deixa claro que o tempo de ignorar os sinais do clima acabou.