A barriguinha não é só questão de aparência: ela pode sinalizar gordura visceral perigosa, aumentando riscos de doenças cardíacas e diabetes.
(Imagem: de Anastasia Kazakova no Freepik)
Muita gente trata a barriguinha como algo inofensivo, apenas um sinal de sedentarismo ou exageros na mesa. No entanto, esse acúmulo de gordura na região abdominal pode esconder riscos graves para a saúde.
A gordura visceral, que se instala ao redor dos órgãos internos, libera substâncias inflamatórias que afetam o metabolismo e o coração. Diferente da gordura subcutânea, visível e palpável, essa é mais traiçoeira e perigosa.
Riscos da gordura abdominal
O excesso de barriguinha está ligado a várias complicações. Estudos mostram maior chance de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, mesmo em pessoas com peso normal.
Além disso, promove resistência à insulina, pavimentando o caminho para o diabetes tipo 2. A inflamação crônica gerada por ela também eleva o risco de hipertensão, câncer de mama e colorretal.
- Doenças cardíacas: dobro do risco em quem tem gordura visceral excessiva.
- Diabetes: por desregulação do açúcar no sangue.
- Cânceres: maior incidência em diversos tipos.
- Problemas respiratórios: como asma, devido à inflamação.
Causas comuns da barriguinha
Vários hábitos diários contribuem para o problema. Dieta rica em açúcares, gorduras saturadas e carboidratos refinados é uma das principais vilãs.
O sedentarismo, estresse crônico e sono ruim também aceleram o acúmulo, elevando o cortisol e facilitando a retenção de gordura. Fatores como envelhecimento e genética agravam a situação.
Homens tendem a acumular mais nessa área devido a níveis mais baixos de testosterona com a idade. Mulheres pós-menopausa também enfrentam o mesmo desafio hormonal.
Como medir e identificar o risco
Uma fita métrica simples ajuda: circunferência abdominal acima de 102 cm em homens ou 88 cm em mulheres indica alerta. O IMC sozinho não basta, pois não diferencia tipos de gordura.
Exames como tomografia ou ressonância confirmam gordura visceral, mas o diâmetro da cintura já dá pistas valiosas. Sintomas incluem fadiga, dificuldade para emagrecer e alterações no colesterol.
Dicas para eliminar a barriguinha
Adote uma alimentação balanceada, priorizando fibras, proteínas magras e vegetais. Reduza ultraprocessados e bebidas alcoólicas para melhores resultados.
Exercícios aeróbicos, como corrida e natação, combinados com musculação, queimam gordura visceral de forma eficaz. Atividades de 150 minutos semanais já fazem diferença.
Gerencie o estresse com meditação e durma bem: sete a nove horas por noite ajudam no equilíbrio hormonal. Consulte um médico para plano personalizado, especialmente com comorbidades.
Com mudanças consistentes, é possível reduzir a barriguinha e os riscos associados. A prevenção agora evita problemas maiores no futuro.