Casal na cama.
(Imagem: Freepik)
O Brasil aparece na 7ª colocação entre os países onde as pessoas mais fazem sexo no mundo, segundo um ranking divulgado pela CNN, com base em dados do portal Insider Monkey, referentes a 2023.
A lista reúne 20 países e chama atenção não apenas pela posição brasileira, mas também pelos fatores culturais, sociais e comportamentais que ajudam a explicar o resultado.
No topo do ranking estão países europeus como Espanha, Itália e Suíça, seguidos por Polônia e Grécia. O Brasil surge à frente de nações como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e países nórdicos, frequentemente associados a altos índices de qualidade de vida.
O que o levantamento analisa
O ranking do Insider Monkey se baseia em pesquisas internacionais sobre frequência de relações sexuais, hábitos de vida e comportamento adulto. Embora o estudo não meça qualidade ou satisfação, ele busca mapear a regularidade com que a população adulta mantém relações sexuais em diferentes países.
Especialistas destacam que esse tipo de levantamento deve ser interpretado com cautela, já que envolve autodeclaração, diferenças culturais na forma de responder pesquisas e metodologias variadas.
Cultura e sociabilidade influenciam os números
No caso brasileiro, fatores culturais têm peso significativo. O Brasil é frequentemente associado a uma cultura mais aberta ao contato físico, à valorização das relações interpessoais e à expressão da afetividade. Festas populares, clima tropical e forte presença da vida social fora de casa também são apontados como elementos que influenciam esse comportamento.
Além disso, sociólogos ressaltam que o brasileiro tende a falar com mais naturalidade sobre temas ligados à sexualidade, o que pode impactar os resultados de pesquisas desse tipo.
Comparação com outros países
O ranking mostra uma predominância europeia nas primeiras posições, com países do sul da Europa liderando a lista. Já nações conhecidas por rotinas mais rígidas de trabalho, como Alemanha e países nórdicos, aparecem em posições mais baixas.
Os Estados Unidos ocupam a 12ª colocação, enquanto o Reino Unido aparece em 13º lugar. Países asiáticos como China e Índia também figuram no ranking, mas em posições mais distantes do topo.
O dado vai além da curiosidade
Para além da curiosidade, o levantamento levanta debates sobre qualidade de vida, saúde mental, relações afetivas e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Estudos na área da saúde indicam que a vida sexual ativa, quando saudável e consensual, pode estar associada a benefícios emocionais e físicos.
No entanto, especialistas reforçam que frequência não é sinônimo de bem-estar, e que fatores como respeito, consentimento e saúde emocional são centrais em qualquer discussão sobre sexualidade.
Brasil em evidência internacional
Ao ocupar a 7ª posição no ranking mundial, o Brasil volta a chamar atenção internacional por aspectos ligados ao comportamento social e cultural. O dado reforça estereótipos já conhecidos, mas também abre espaço para reflexões mais amplas sobre estilo de vida, relações humanas e diversidade cultural no país.
Mais do que números, o ranking revela como diferentes sociedades vivem, entendem e expressam a sexualidade de maneiras distintas ao redor do mundo.