Descubra como Gabriel Monteiro, no interior de SP, alcançou 71,29 pontos no IPS Brasil 2025.
(Imagem: Divulgação)
Uma pequena cidade no interior de São Paulo está chamando atenção nacional por oferecer uma qualidade de vida invejável. Gabriel Monteiro, com apenas 2.776 habitantes, conquistou a segunda posição no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025, marcando 71,29 pontos em uma escala de 0 a 100. O feito coloca o município à frente de diversas capitais e comparável a nações desenvolvidas como o Canadá.
O ranking, divulgado pelo IPS Brasil, avalia 5.570 municípios com base em 57 indicadores sociais e ambientais. Ele mede dimensões como necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades, indo além de indicadores econômicos como o PIB. Gabriel Monteiro se destacou em áreas como moradia, saneamento, segurança e acesso a serviços essenciais.
Líderes do ranking surpreendem
No topo da lista está Gavião Peixoto, também paulista, com 73,26 pontos. Logo atrás vem Gabriel Monteiro, seguida por Jundiaí (70,70), Águas de São Pedro (70,51) e Cândido Rodrigues (70,26). Dos dez primeiros, sete são de São Paulo, evidenciando o bom desempenho do estado, que lidera entre as unidades federativas com 66,45 pontos.
Entre as capitais, Curitiba lidera com 69,89, seguida por Campo Grande (69,63) e Brasília (69,04). São Paulo aparece em quarto, com 68,88. Isso mostra como municípios menores conseguem superar metrópoles em bem-estar social.
- Gavião Peixoto (SP): 73,26 pontos
- Gabriel Monteiro (SP): 71,29 pontos
- Jundiaí (SP): 70,70 pontos
- Águas de São Pedro (SP): 70,51 pontos
- Curitiba (PR): 69,89 pontos
O que explica o sucesso de Gabriel Monteiro
O município, localizado na região de Araçatuba, investe em gestão eficiente e planejamento sustentável. Baixos índices de criminalidade, bom sistema de saúde e educação de qualidade impulsionam a nota. A proximidade com rodovias facilita o acesso a serviços regionais sem os problemas de superpopulação das grandes cidades.
Para chegar lá saindo de São Paulo, basta pegar a Rodovia Castelo Branco (SP-280) até a Marechal Rondon (SP-300), passando por Lins e Penápolis. São cerca de 500 km, ou 6 a 7 horas de carro. Não há aeroporto local, mas a flexibilidade rodoviária compensa.
O IPS destaca que cidades como essa convertem recursos limitados em benefícios reais, desafiando a lógica de que tamanho ou riqueza definem qualidade de vida. É um modelo para o interior brasileiro.
IPS Brasil: uma métrica além da economia
O IPS Brasil 2025 é produzido por entidades como Imazon e Social Progress Imperative, usando dados públicos do IBGE, DataSUS e outros. As três dimensões principais são:
- Necessidades Humanas Básicas (média nacional 74,79): inclui nutrição, água, moradia e segurança.
- Fundamentos do Bem-Estar (65,02): saúde, ambiente e acesso à informação.
- Oportunidades (46,07): inclusão, educação superior e direitos individuais.
A média nacional é 61,96, com o Sudeste e Sul liderando. Regiões Norte e Nordeste enfrentam desafios maiores, como desmatamento e vulnerabilidades sociais. O índice permite comparações justas, revelando que progresso social não depende só de PIB.
Gabriel Monteiro prova que boas políticas locais podem elevar a qualidade de vida mesmo em populações pequenas. O caso inspira outros municípios a priorizarem bem-estar sobre crescimento econômico puro.
Comparação internacional e lições
A pontuação de 71,29 coloca Gabriel Monteiro em patamar similar a países de alto desenvolvimento. O Canadá, referência global, tem IPS médio acima de 70 em rankings internacionais. Isso faz inveja e destaca o potencial brasileiro quando há foco em pessoas.
O relatório alerta para desigualdades: enquanto o topo brilha, municípios como Uiramutã (RR), com 37,59, precisam de urgentes intervenções. Gestores podem usar o IPS para direcionar investimentos.
Em resumo, o IPS Brasil 2025 reforça que qualidade de vida é acessível e mensurável. Cidades como Gabriel Monteiro servem de exemplo para um Brasil mais equânime.