Espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém utiliza efeitos especiais para narrar a ascensão de Jesus.
(Imagem: gerado por IA)
No coração do agreste pernambucano, o silêncio do deserto dá lugar ao clamor de multidões que, há quase seis décadas, renovam sua fé em um cenário monumental. A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém entra em sua reta final nesta temporada, com apresentações garantidas até o próximo domingo (5). Localizada em Brejo da Madre de Deus, a cidade-teatro reafirma sua posição como um dos maiores centros de peregrinação e cultura do Brasil.
Para quem busca vivenciar a história de Jesus de forma imersiva, o espetáculo oferece uma jornada por nove palcos gigantescos que reproduzem passagens bíblicas com um realismo impressionante. Este ano, a emoção ganha um tom ainda mais especial: a montagem homenageia o legado de Plínio Pacheco, o visionário que transformou o sertão em um palco de renome internacional com 57 anos de tradição ininterrupta.
Tecnologia e talento no maior palco ao ar livre do mundo
A grandiosidade da produção não se limita apenas aos seus 100 mil metros quadrados de área. Um elenco robusto de 450 pessoas, entre atores de prestígio nacional e figurantes locais, trabalha em harmonia para dar vida ao épico. Em 2024, nomes conhecidos do público brasileiro lideram a narrativa: Dudu Azevedo interpreta Jesus, Beth Goulart entrega uma Maria emocionante, enquanto Marcelo Serrado e Carlo Porto vivem Pilatos e Herodes, respectivamente.
O grande diferencial desta edição, no entanto, reside na união entre tradição e modernidade. Segundo a coordenação do evento, os novos efeitos especiais têm deixado o público em estado de êxtase, especialmente durante a cena da ascensão. O momento em que o Cristo sobe aos céus e desaparece entre nuvens artificiais é descrito pela organização como o ponto alto de uma experiência que já atraiu cerca de 3 milhões de espectadores ao longo de sua história.