Deputados pedem investigação sobre relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
(Imagem: Lula Marques Agência Brasil)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou apoio público ao presidente nacional de sua legenda, Valdemar Costa Neto, após o recente revés judicial sofrido pelo dirigente. A reação ocorre em resposta à determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou o bloqueio de R$ 119 milhões em ativos financeiros do chefe partidário. Valdemar é investigado por supostamente intermediar a destinação de verbas orçamentárias federais sem possuir mandato eletivo.
Por meio de suas plataformas digitais, o parlamentar fluminense endossou a conduta do aliado e questionou duramente os métodos e o direcionamento das investigações conduzidas pelas autoridades policiais. O senador alegou que há um viés ideológico na atual atuação da Polícia Federal, sugerindo que o órgão estaria sendo instrumentalizado para pressionar oponentes do Palácio do Planalto.
"Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo. A Polícia Federal, que diz não ter efetivo, nem recursos para investigar as denúncias contra Lulinha, filho do presidente Lula, mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente. Essa perseguição precisa parar", disparou o senador.
Legitimidade partidária e bloqueio de emendas
Na avaliação de Flávio, o diálogo mantido por Valdemar com os deputados federais da bancada faz parte da rotina tradicional de governança partidária, especialmente por se tratar da maior sigla em número de representantes no Congresso Nacional. Ele pontuou que a articulação política não deve ser confundida com práticas ilícitas.
A medida cautelar imposta pelo STF não se limitou ao patrimônio de Valdemar; o ministro Flávio Dino também determinou o congelamento imediato da execução financeira das 21 emendas sob suspeita. O inquérito policial apura se o cacique político utilizou a estrutura funcional de servidores da Câmara para operacionalizar os repasses milionários, analisando possíveis crimes de associação criminosa e peculato.
Defesa fala em "criminalização da política"
Em posicionamento oficial distribuído à imprensa, o corpo jurídico que representa o presidente do PL demonstrou forte discordância em relação à decisão da Suprema Corte. A defesa argumentou que o despacho se ancora em inferências subjetivas e premissas frágeis.
Os advogados sustentam os seguintes pontos em favor do dirigente:
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Inexistência de Provas: A banca afirma que não há qualquer indício material de que o presidente do partido tenha aderido deliberadamente a qualquer tipo de arranjo fraudulento;
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Prerrogativa Democrática: A interlocução com deputados, a defesa de pautas programáticas e a influência nas decisões da bancada são qualificadas como condutas legítimas e inerentes ao papel de liderança em uma democracia.