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Polêmico

Lula veta trecho que poderia elevar salário acima do teto

18 fev 2026 - 09h33 Alexsander Arcelino
Presidente Lula ao lado de Hugo Motta em evento institucional em Brasília. Lula e Hugo Motta durante agenda oficial; presidente vetou trecho sobre remuneração no Legislativo. (Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O veto de Lula a trechos de projetos aprovados pelo Congresso Nacional impediu a criação de mecanismos que poderiam elevar a remuneração de servidores do Legislativo acima do teto constitucional do funcionalismo público.

De acordo com o Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu vetar a criação de uma licença compensatória que poderia ser convertida em pagamento em dinheiro. A medida permitiria que servidores recebessem valores superiores ao limite atual de R$ 46.366,19.

Os projetos tratavam de reajustes salariais para carreiras da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU).

O que foi sancionado e o que foi vetado

O veto de Lula atingiu principalmente dispositivos que:

  • Instituíam licença compensatória para funções comissionadas, com possibilidade de conversão em indenização;

  • Autorizavam pagamentos retroativos de despesas continuadas;

  • Estabeleciam regras de cálculo semestral para aposentadorias e pensões consideradas incompatíveis com a Emenda Constitucional nº 103/2019.

A licença compensatória previa que servidores acumulassem um dia de folga a cada três dias trabalhados. Esses dias poderiam ser transformados em pagamento sem incidência de Imposto de Renda, o que abriria margem para ultrapassar o teto remuneratório.

Por outro lado, o presidente sancionou o reajuste salarial previsto para 2026, mas vetou o escalonamento de aumentos programados para 2027, 2028 e 2029. A justificativa foi baseada na Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe a criação de despesas obrigatórias no fim do mandato que não possam ser integralmente cumpridas dentro do período.

Também foram mantidos dispositivos que substituem gratificações, desde que respeitado o teto constitucional, além do reconhecimento de carreiras do Legislativo como carreiras de Estado. No caso do TCU, houve sanção à ampliação de cargos e exigência de nível superior para todos os postos.

Divergência entre governo e Câmara

A aprovação dos projetos gerou divergências públicas entre integrantes do governo e a cúpula da Câmara dos Deputados.

Enquanto ministros do Executivo afirmaram que não houve acordo prévio para aprovação das propostas, o presidente da Câmara, Hugo Motta, declarou que o líder do governo na Casa participou das discussões que definiram o encaminhamento da matéria.

As sanções e os vetos presidenciais serão publicados no Diário Oficial da União, detalhando os fundamentos jurídicos adotados pelo Executivo.

O veto de Lula reforça o debate sobre limites remuneratórios no serviço público e a necessidade de compatibilizar reajustes com as regras fiscais e constitucionais vigentes.

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