Luiz Inácio Lula da Silva comentou tensões no Oriente Médio durante viagem oficial à Alemanha.
(Imagem: Ricardo Stuckert PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o conflito no Oriente Médio como uma “guerra da insensatez” ao comentar a possibilidade de retomada das hostilidades na região. A declaração foi dada durante conversa com jornalistas em viagem oficial à Alemanha.
Segundo Lula, o cenário atual poderia ser evitado caso as partes envolvidas priorizassem o diálogo e a negociação diplomática. Para o presidente, disputas internacionais não precisam ser resolvidas por meio de confrontos armados.
Durante a entrevista, ele afirmou que países com grande poder internacional têm capacidade de buscar soluções pacíficas sem recorrer ao uso da força. Na avaliação do chefe do Executivo, muitas crises poderiam ser encerradas em mesas de negociação, sem mortes e sem bombardeios.
Lula conflito Oriente Médio e acordo de 2010
Lula também relembrou o acordo firmado em 2010 entre Brasil, Turquia e Irã envolvendo o programa nuclear iraniano. Segundo ele, a proposta tratava de pontos semelhantes aos debatidos atualmente entre Estados Unidos e o governo iraniano.
Na ocasião, o entendimento não recebeu apoio internacional, o que, segundo Lula, contribuiu para a continuidade das tensões sobre o tema.
O presidente declarou que a discussão atual retoma questões que poderiam ter sido solucionadas há anos. Para ele, a demora em alcançar consensos diplomáticos tem custo elevado para a população mundial.
Impactos econômicos preocupam governo
Além do aspecto geopolítico, Lula destacou reflexos econômicos provocados por crises internacionais. Conforme o presidente, conflitos no Oriente Médio tendem a pressionar preços de combustíveis e de produtos básicos.
Ele citou que trabalhadores e consumidores costumam sentir diretamente os efeitos da instabilidade global, especialmente em itens essenciais como alimentos e transporte.
As declarações ocorreram em meio ao aumento da atenção internacional sobre a região e à expectativa por novas rodadas de negociações entre governos envolvidos no impasse.