Edinho Silva presidente do PT
(Imagem: Antônio Cruz / Agência Brasil)
O PT intensifica articulações para formar uma ampla federação de esquerda visando as eleições de 2026. A pressão sobre o PSOL ganha força com argumentos como a participação do partido no governo Lula, ocupando pastas importantes como a Secretaria-Geral da Presidência com Guilherme Boulos.
A federação PT PSOL seria um passo para ampliar a bancada no Congresso, onde o governo enfrentou resistências em 2025. Lideranças petistas, como o presidente Edinho Silva, destacam a necessidade de um bloco unido para defender democracia e soberania nacional.
Motivações da união partidária
O principal risco apontado pelo PT é a cláusula de barreira mais rígida em 2026, exigindo 2,5% dos votos válidos ou 13 deputados em um terço das unidades da federação para acesso a fundo partidário e tempo de TV. O PSOL, com apenas 11 deputados, poderia não atingir sozinho, mesmo federado com a Rede.
A Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV desde 2022, já tem renovação encaminhada. Incluir o PSOL atrairia mais aliados para chapas de Lula e fortaleceria embates contra um Congresso conservador.
- Argumento petista: PSOL tem ministérios no Planalto, como o de Boulos.
- Benefício: Maior capacidade de disputa eleitoral em estados e municípios.
- Desafio: União obriga apoio conjunto por quatro anos em todas as esferas.
Resistência do PSOL
A presidente do PSOL, Paula Coradi, rejeitou publicamente a proposta. O partido prioriza renovar a federação com a Rede Sustentabilidade, preservando autonomia após origem como dissidência do PT em 2004, durante a reforma da Previdência.
Internamente, há receios de perda de identidade, já que o PT domina numericamente com 67 deputados contra 11 do PSOL. Tentativas de cooptar PCdoB falharam, com os comunistas optando pela federação atual.
Apesar disso, Lula expressa preocupação com o futuro petista, vendo a federação como forma de reposicionar a bancada para a esquerda, longe do Centrão.
Impactos nas eleições 2026
Uma federação ampla poderia incluir PSB e PDT, liderada pelo PT, ampliando influência em governadores, senadores e prefeitos. Washington Quaquá, vice-presidente petista, defende essa configuração para unidade do campo democrático.
Edinho Silva cobra resposta rápida de Coradi, enfatizando: "A conjuntura exige movimentos históricos". Sem acordo, o PSOL arrisca isolamento, enquanto o PT busca consolidar forças progressistas.
As negociações ocorrem em meio a cenário polarizado, com Lula mirando reeleição e pautas populares como segurança e meio ambiente. A federação seria pivotal para o equilíbrio de forças no novo Congresso.
Contexto histórico das federações
Federações partidárias, instituídas recentemente, superam cláusulas de barreira e unem legendas por quatro anos. Exemplos incluem aprovações do TSE como a Renovação Solidária (Solidariedade e PRD).
- PSOL-Rede: Atual federação do PSOL, foco em autonomia.
- Brasil da Esperança: PT, PCdoB e PV, base do governo.
- Proposta PT: Expansão para esquerda ampla.
Essas alianças definem o tabuleiro eleitoral, impactando Brasília. O desfecho influenciará a governabilidade de Lula em seu terceiro mandato.