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Qua, 15 de Julho
Estratégico

Governo autoriza Correios a vender seguros, telefonia e serviços financeiros

18 mai 2026 - 21h29 Alexsander Arcelino
Motos de entregadores dos Correios estacionadas para distribuição de encomendas. Correios suspendem atendimento presencial durante o Carnaval. (Imagem: © Joédson Alves/Agência Brasil)

Os Correios receberam autorização do Governo Federal para ampliar sua atuação no mercado brasileiro e passar a oferecer novos serviços ligados aos setores financeiro, de seguros, telefonia e logística. A medida foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União na última quinta feira, em meio à crise financeira enfrentada pela estatal.

Com a nova autorização, os Correios poderão comercializar ou intermediar produtos como seguros de vida, automóvel, residência e viagem. A estatal também poderá atuar com títulos de capitalização, consórcios, operações de crédito, bônus promocionais e aplicações financeiras.

A expectativa do governo é utilizar essas novas atividades como forma de aumentar a arrecadação da empresa pública, que vem acumulando prejuízos bilionários nos últimos anos. A ideia é que parte desses serviços seja oferecida em parceria com instituições financeiras e empresas privadas.

Correios poderão atuar em telefonia e logística

Outra novidade prevista na autorização é a entrada dos Correios no setor de telefonia móvel. A estatal poderá operar como uma operadora virtual, modelo conhecido no mercado como MVNO, seguindo as regras estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações.

Além da telefonia, os Correios também terão participação ampliada na área logística. A empresa poderá atuar em serviços de armazenagem, separação de cargas, gestão de mercadorias e operações ligadas à cadeia de distribuição.

Segundo o Ministério das Comunicações, todas as novas áreas de atuação dependerão de estudos técnicos e análises de viabilidade econômica antes da implementação definitiva. O objetivo é garantir que os investimentos tragam retorno financeiro e ajudem na recuperação da estatal.

A ampliação dos serviços acontece em um momento delicado para os Correios. Em 2025, a empresa registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões, resultado que representa um dos maiores déficits da história recente da estatal.

Os Correios também chegaram à marca de 14 trimestres consecutivos com resultados negativos, aumentando a preocupação do governo sobre a sustentabilidade financeira da empresa pública.

Diante desse cenário, integrantes do governo federal já discutem possíveis medidas para fortalecer o caixa da estatal. A ministra Esther Dweck afirmou anteriormente que existe a possibilidade de aporte financeiro nos Correios a partir de 2027, caso seja necessário para garantir a continuidade das operações.

Com a autorização para explorar novos mercados, o governo espera criar alternativas de receita e reduzir a dependência exclusiva dos serviços postais tradicionais.

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