Motoristas encontram preços mais baixos para o etanol em postos de quase todo o Brasil após novo levantamento da ANP.
(Imagem: gerado por IA)
Abastecer com etanol ficou mais barato para a maioria dos brasileiros na última semana. De acordo com o levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço do biocombustível recuou em 19 estados e no Distrito Federal, trazendo um alívio pontual para o bolso dos motoristas em um cenário de oscilações frequentes nos combustíveis.
Na média nacional, o recuo foi de 1,35%, estabelecendo o valor médio de R$ 4,38 por litro nos postos pesquisados. O movimento foi puxado principalmente por São Paulo, o maior polo produtor e consumidor do país, onde o preço caiu 2,40%, chegando a uma média de R$ 4,07. Essa retração no estado paulista é um termômetro importante para o mercado nacional, dada a sua influência direta na cadeia logística.
Apesar da tendência de queda, o cenário não é uniforme em todo o território. Enquanto a maioria das regiões registrou baixas ou estabilidade, os motoristas de Minas Gerais e Tocantins enfrentaram altas de 2,07% e 1,86%, respectivamente. No Amapá, o combustível atingiu o patamar mais alto do país, com média de R$ 5,86, evidenciando as disparidades regionais de preço e logística que ainda desafiam o setor.
O que muda na prática para o bolso do motorista
A grande dúvida de quem para em frente à bomba é se o etanol compensa mais do que a gasolina. Atualmente, essa vantagem é realidade em sete estados e no Distrito Federal. A paridade média nacional está em 65,77%, o que, teoricamente, torna o derivado da cana-de-açúcar mais vantajoso em comparação ao derivado do petróleo na maior parte do país.
Na prática, a competitividade do etanol é mais nítida em Mato Grosso (64,28%), Mato Grosso do Sul (65,34%) e São Paulo (66,62%). No entanto, especialistas do setor alertam que a regra clássica dos 70% está mudando. Dependendo da tecnologia do motor e do estilo de condução, o etanol pode ser vantajoso mesmo quando o preço ultrapassa essa barreira simbólica, oferecendo uma performance eficiente em veículos mais modernos.
E é aqui que está o ponto central: para o consumidor, vale o cálculo individual. Estados como Bahia, Goiás e Paraná também apresentam paridade favorável, oscilando entre 66% e 69%. Para quem busca economia real, acompanhar essas flutuações semanais da ANP é a melhor estratégia para decidir qual combustível escolher antes de destravar a bomba.
O mercado agora observa como a oferta nas usinas e a demanda sazonal influenciarão os preços nas próximas semanas. Com a safra em andamento em regiões chave, a expectativa é de que o biocombustível mantenha sua atratividade frente à gasolina, garantindo uma opção mais sustentável e, em muitos casos, mais econômica para o trajeto diário do brasileiro.