Lucro ou Dinheiro no Bolso? Por que o FCO é Mais Eficaz que o EBITDA
(Imagem: gerado por IA)
A Dívida Pública Federal registrou queda de 2,34% em março e voltou ao patamar de R$ 8,6 trilhões, conforme números divulgados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira. O estoque passou de R$ 8,841 trilhões em fevereiro para R$ 8,633 trilhões no mês seguinte.
De acordo com o governo, a redução foi influenciada principalmente pelo forte vencimento de títulos públicos vinculados à taxa Selic, referência básica dos juros da economia brasileira.
Em agosto do ano passado, a Dívida Pública Federal havia ultrapassado pela primeira vez a marca de R$ 8 trilhões. Já a projeção oficial para 2026 indica que o volume pode encerrar o ano entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
Queda foi puxada por resgates maiores que emissões
A dívida mobiliária interna, composta por títulos negociados no mercado nacional, caiu 2,17% em março. O valor passou de R$ 8,511 trilhões para R$ 8,302 trilhões.
Durante o período, o Tesouro emitiu R$ 93,29 bilhões em novos papéis. No entanto, os resgates somaram R$ 395,60 bilhões, superando amplamente as emissões.
Mesmo com a retração, a apropriação mensal de juros adicionou R$ 93,01 bilhões ao estoque total da Dívida Pública Federal. Esse mecanismo incorpora os juros acumulados ao saldo devido pelo governo.
Dívida externa avançou no período
Enquanto a parte interna recuou, a dívida externa federal apresentou alta de 0,61%, passando de R$ 329,65 bilhões para R$ 331,64 bilhões.
Segundo os dados oficiais, o movimento foi influenciado pela valorização de 1,36% do dólar no mês e também por novo empréstimo de R$ 6,88 bilhões junto a organismos internacionais.
Reserva financeira diminuiu
O chamado colchão da dívida pública, reserva usada em momentos de instabilidade financeira ou concentração de vencimentos, caiu de R$ 1,192 trilhão em fevereiro para R$ 885 bilhões em março.
Atualmente, essa reserva cobre cerca de 5,69 meses de vencimentos da Dívida Pública Federal. Nos próximos 12 meses, o governo prevê vencimentos de R$ 1,68 trilhão em títulos federais.
Perfil da dívida e investidores
Na composição do estoque, os títulos ligados à Selic reduziram participação de 49,1% para 47,71%. Já os papéis corrigidos pela inflação avançaram para 26,67%.
O prazo médio da dívida subiu de 4 para 4,1 anos, indicador visto pelo mercado como sinal de maior confiança dos investidores na capacidade de pagamento do governo.
Entre os principais detentores da dívida interna estão:
- Instituições financeiras: 31,47%
- Fundos de pensão: 23%
- Fundos de investimentos: 20,86%
- Investidores estrangeiros: 10,7%
- Outros grupos: 13,97%
A presença de investidores externos é observada como um termômetro de confiança no país e permaneceu praticamente estável no período.