Governo prepara novo Desenrola com uso do FGTS para renegociação de dívidas.
(Imagem: Agência Brasil)
O governo federal deve anunciar nos próximos dias o novo Desenrola FGTS, programa voltado à renegociação de dívidas das famílias brasileiras. A nova versão da iniciativa, chamada informalmente de Desenrola 2.0, poderá permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como ferramenta para facilitar acordos.
A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reuniões com representantes do setor financeiro em São Paulo.
Uso do FGTS terá limite
Segundo o ministro, o trabalhador poderá utilizar parte do saldo do FGTS dentro de regras específicas.
A proposta prevê um percentual limitado para saque, destinado exclusivamente ao pagamento das dívidas incluídas no programa.
Ou seja, o valor liberado deverá seguir critérios definidos pelo governo e não necessariamente será superior ao débito renegociado.
Quais dívidas devem entrar
O novo Desenrola FGTS pretende priorizar modalidades de crédito consideradas mais caras para o consumidor, como:
- cartão de crédito
- cheque especial
- crédito direto ao consumidor (CDC)
Essas linhas costumam ter juros elevados e dificultam a saída do endividamento de milhões de brasileiros.
Descontos podem chegar a 90%
De acordo com o ministro, o governo negocia contrapartidas com bancos para garantir abatimentos expressivos nas dívidas.
A expectativa é que alguns acordos possam alcançar descontos de até 90%, dependendo do perfil do débito e da negociação firmada.
Além disso, a proposta prevê taxas de juros menores do que as atualmente praticadas nesses tipos de crédito.
Apoio do Fundo Garantidor
Outra medida estudada é o uso do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para dar suporte financeiro ao programa.
Esse mecanismo serviria para ampliar a segurança das renegociações e estimular a adesão das instituições financeiras.
Governo fala em medida excepcional
O ministro destacou que o novo Desenrola FGTS não deve se tornar uma ação recorrente.
Segundo ele, trata-se de uma resposta pontual ao cenário econômico atual, marcado por juros altos e dificuldades enfrentadas por famílias endividadas.
Milhões de brasileiros podem ser beneficiados
A expectativa do governo é alcançar dezenas de milhões de pessoas em todo o país.
Na primeira edição do programa Desenrola Brasil, cerca de 15 milhões de brasileiros renegociaram R$ 53,2 bilhões em dívidas.