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A era Ternus: O que realmente muda no iPhone com a nova liderança da Apple

A troca de comando na Apple, com John Ternus assumindo o lugar de Tim Cook, promete transformar o iPhone com foco total em IA e novas exigências de hardware.

27 abr 2026 - 08h41 Joice Gomes
A era Ternus: O que realmente muda no iPhone com a nova liderança da Apple John Ternus assume a Apple com o desafio de integrar IA e hardware em uma nova geração de produtos. (Imagem: gerado por IA)

No próximo dia 1º de setembro, a Apple encerra um dos capítulos mais lucrativos de sua história com a saída de Tim Cook. A transição, no entanto, é mais do que uma simples troca de cadeiras: ela marca o retorno de um veterano da engenharia de hardware, John Ternus, ao posto mais alto da gigante de Cupertino. Ternus assume com a missão de provar que a Apple ainda consegue ditar o ritmo da inovação, algo que muitos críticos sentiram falta durante a gestão de Cook, mais focada em eficiência financeira e expansão de serviços.

Na prática, essa mudança de liderança deve afetar o desenvolvimento do iPhone de forma profunda. John Ternus não é apenas um administrador; ele esteve à frente das principais decisões de hardware da empresa desde 2021 e soma 25 anos de casa. A expectativa é que o smartphone da maçã deixe de ser apenas um dispositivo de tela e se transforme em um verdadeiro agente proativo, integrado ao dia a dia do usuário de forma quase invisível. Mas o impacto vai além do software; ele toca na própria estrutura física do aparelho que conhecemos há quase duas décadas.

A revolução invisível: A IA como o novo coração do sistema

O trabalho que Cook deixou inacabado e que se tornou a prioridade absoluta de Ternus, é a integração profunda da Inteligência Artificial. A Apple Intelligence, lançada timidamente em 2024, deve finalmente ganhar corpo sob a nova liderança. A grande aposta está na transformação radical da Siri. Graças a um acordo estratégico com o Google para integrar o modelo Gemini, a assistente deve evoluir de uma voz que apenas aciona lembretes para um sistema capaz de realizar tarefas complexas sozinha, como organizar roteiros baseados em contextos de mensagens e e-mails.

E é aqui que está o ponto central: a Apple quer que essa inteligência rode localmente, protegendo a privacidade e garantindo velocidade de resposta. Para isso, os novos chips das famílias M5 e A18 Pro estão sendo desenhados para suportar modelos de linguagem massivos diretamente no bolso do usuário. Na prática, isso significa que o seu próximo iPhone poderá ter uma bateria muito mais duradoura, já que o processamento local eficiente exige menos energia do que a comunicação constante com servidores na nuvem.

Hardware sob pressão: Dobráveis e a volta das baterias removíveis

Para o consumidor final, o design é o que gera mais curiosidade. Com o aniversário de 20 anos do iPhone se aproximando, os rumores sobre um modelo dobrável ganham força inédita. A Apple estaria refinando uma tecnologia exclusiva para eliminar o vinco na tela, um problema que persegue a concorrência há gerações. Além disso, uma mudança drástica pode ser imposta pela legislação europeia: a exigência de baterias que possam ser trocadas pelo próprio usuário. Se a Apple cedeu ao padrão USB-C, é provável que vejamos uma reengenharia completa da carcaça do aparelho em breve.

Apesar das melhorias contínuas, o horizonte de Ternus aponta para um futuro onde talvez nem precisemos mais de telas tradicionais. Existe um consenso interno de que o atual formato dos smartphones não durará para sempre. O foco agora se expande para os dispositivos vestíveis, como óculos inteligentes com visual intelligence, capazes de interagir com o ambiente e projetar informações discretamente. O encerramento da era Cook não é apenas uma sucessão burocrática; é a Apple tentando reencontrar sua alma inventiva para inaugurar uma nova categoria de eletrônicos que possa, um dia, substituir o próprio iPhone.

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