A liquidação extrajudicial do Will Bank foi anunciada pelo Banco Central.
(Imagem: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
O Banco Central do Brasil anunciou um conjunto de novas regras para reforçar a segurança do Pix, sistema de pagamentos instantâneos utilizado em todo o país.
As medidas já estão em vigor e têm como foco principal aumentar a proteção contra fraudes e ataques cibernéticos dentro da estrutura do sistema financeiro.
Segundo o Banco Central, as mudanças não afetam diretamente o uso do Pix por pessoas físicas, sendo direcionadas principalmente às instituições financeiras que participam da rede de pagamentos.
Regras focam na infraestrutura do sistema
As novas diretrizes estão relacionadas à chamada Conta de Pagamentos Instantâneos (Conta PI), estrutura utilizada para realizar a liquidação das transações entre bancos dentro do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI).
Esse mecanismo é responsável por garantir que as transferências realizadas via Pix sejam concluídas em poucos segundos entre diferentes instituições financeiras.
Com as novas regras, o Banco Central pretende aumentar o nível de controle e monitoramento dessas operações.
Principais mudanças anunciadas
Entre as principais medidas anunciadas estão:
- Monitoramento em tempo real mais rigoroso das transações
- Implementação de sistemas mais avançados de prevenção a fraudes
- Ampliação da capacidade de resposta a incidentes e ataques cibernéticos
O objetivo é reduzir riscos operacionais dentro da infraestrutura do Pix, considerados hoje um dos principais pontos de atenção do sistema.
Medidas vêm após ataque milionário
O anúncio ocorre poucos dias após um ataque cibernético que resultou no desvio de aproximadamente R$ 100 milhões em operações relacionadas ao Pix.
O caso envolveu sistemas ligados ao banco BTG Pactual e reforçou a necessidade de aprimorar continuamente os mecanismos de segurança da plataforma.
Mesmo com o incidente, o Banco Central afirma que o Pix continua sendo um sistema seguro, mas que precisa evoluir constantemente diante do crescimento dos crimes digitais.
Parceria com órgãos de segurança
Além das novas regras, o Banco Central também trabalha em ações conjuntas com diferentes instituições para fortalecer o combate a crimes financeiros digitais.
Entre os órgãos envolvidos estão:
- Polícia Federal
- Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
- Federação Brasileira de Bancos (Febraban)
A iniciativa busca integrar esforços de investigação, tecnologia e regulação para ampliar a proteção do sistema financeiro brasileiro.
Uso do Pix segue normal para usuários
Apesar das mudanças internas no sistema, o Banco Central destacou que não haverá alteração no uso cotidiano do Pix pelos usuários.
Transferências, pagamentos e demais funcionalidades continuam funcionando normalmente, sem mudanças para pessoas físicas e empresas que utilizam o serviço no dia a dia.