Movimentação de cargas no Porto de Santos, principal complexo portuário do Brasil.
(Imagem: Canva)
Uma negociação realizada nesta quarta-feira (25) resultou na suspensão da greve de caminhoneiros que estava prevista para ocorrer no Porto de Santos, no litoral de São Paulo.
O entendimento foi firmado entre a Autoridade Portuária de Santos (APS) e o Sindicato dos Trabalhadores Autônomos de Cargas a Granel (Sindgran), que representa caminhoneiros que atuam na região portuária.
A paralisação estava programada para começar às 8h desta quarta-feira e teria duração de 24 horas.
Negociação sobre regras de acesso ao porto
Segundo o diretor de Operações da Autoridade Portuária, Beto Mentes, o acordo prevê a abertura de diálogo entre as partes para avaliar possíveis mudanças nas normas que regulam o acesso terrestre de caminhões ao porto.
Entre os principais pontos em discussão está o tempo de permanência dos veículos nos chamados pátios reguladores, locais utilizados para organizar o fluxo de caminhões que aguardam autorização para entrar nos terminais.
De acordo com os caminhoneiros, a permanência nesses espaços pode ser prolongada, o que acaba gerando prejuízos aos transportadores.
Custos dos pátios motivaram protesto
O protesto foi convocado pelo sindicato como forma de contestar o atual modelo de funcionamento dos pátios reguladores.
Segundo a entidade, o valor cobrado pelo uso dessas áreas pode chegar a cerca de R$ 800 por 24 horas, custo que, na avaliação da categoria, impacta diretamente a renda dos caminhoneiros.
Para os representantes da classe, a responsabilidade pelo pagamento deveria ser assumida pelos terminais portuários, e não pelos transportadores.
Função dos pátios reguladores
Os pátios reguladores funcionam como áreas de controle de tráfego próximas a portos e centros logísticos.
Nesses locais, os caminhões aguardam até que seja liberada a entrada nos terminais, de acordo com a programação das operações portuárias.
O sistema tem como objetivo evitar congestionamentos nas rodovias de acesso ao porto e reduzir a formação de filas em áreas urbanas próximas ao complexo portuário.
Com o acordo firmado, novas reuniões devem ocorrer para discutir possíveis ajustes nas regras e buscar soluções que atendam tanto à organização logística quanto às demandas dos caminhoneiros.